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Edição de sexta-feira, 30 de outubro 2026

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"Temos de estar sempre a top"


 

Na antevisão do Benfica-FC Alverca , jogo da 10.ª jornada da  Liga Betclic agendado para as 20h15 de segunda-feira, 2 de novembro, no Estádio da Luz, Marco Silva sublinhou que a sua equipa deve apresentar uma "boa versão" da sua identidade para "ganhar o jogo, fazer uma boa exibição e somar os três pontos".

"Acima de tudo, sermos iguais a nós mesmos e melhorarmos alguns aspetos que, naturalmente, há para melhorar. Alguns aspetos são fundamentais para que possamos ter o controlo do jogo, com e sem bola", enalteceu o técnico na conferência de imprensa realizada neste domingo, 1 de novembro, no adidas Benfica Campus.

Entre vários temas abordados, o treinador explanou as diferenças entre Lukebakio e Rafa, revelou que Barrenechea regressou aos treinos com os colegas, explicou como tenta aprimorar os processos defensivos com pouco tempo de trabalho e salientou a competitividade do plantel encarnado.

"Com bola, conseguem criar alguns problemas aos seus adversários. Por isso mesmo, eu disse que é um adversário difícil, que não olhamos para a tabela. Sabemos que temos de respeitar todos os adversários, como é lógico, e respeitarmo-nos ainda mais a nós mesmos enquanto grupo, enquanto equipa, sabendo que temos de estar sempre a top", reforçou ainda Marco Silva.

Marco Silva

Para este jogo, que características são, na sua opinião, inegociáveis no Benfica que vai defrontar o Alverca?

Acima de tudo, aquilo que nós temos sido como equipa. É óbvio que boas exibições nos ajudam a ser mais fortes e a ganhar jogos. Sem dúvida, nós acreditamos nisso e em sermos fiéis àquilo que é a nossa identidade e a nossa forma de jogar. Há sempre um adversário pela frente que, por vezes, nos complica, e bem, a tarefa. Portanto, o que é inegociável são características que nós temos de ter como equipa, desde a preparação, durante os últimos dias, até à preparação para o jogo e, depois, conseguir executá-la e, dentro de campo, sermos aquela equipa que temos sido. Acima de tudo, sermos iguais a nós mesmos e melhorarmos alguns aspetos que, naturalmente, há para melhorar. Alguns aspetos são fundamentais para que possamos ter o controlo do jogo, com e sem bola, amanhã [segunda-feira, 2 de novembro], contra um adversário que joga numa estrutura um pouco diferente. Não tanto sem bola, porque, sem bola, quase todos os adversários nos têm tentado defender da mesma forma, com uma nuance ou outra diferente. Muitos estão a fazer linha de cinco, seja com o extremo, seja com o lateral ou com o médio. Mas, com bola, tem algumas características também diferentes, às quais temos de ajustar o nosso momento de pressão. Simplesmente isso. Mas, acima de tudo, respondendo diretamente, sermos iguais a nós mesmos, termos uma boa versão de nós mesmos amanhã, porque vamos precisar dela para ganhar o jogo, fazer uma boa exibição, somar os três pontos que estão em disputa e permitir que os nossos adeptos também desfrutem de uma boa exibição do Benfica.

Marco Silva

"Não vou entrar aqui a definir hierarquias, porque elas não existem na nossa equipa. Por vezes, nem sempre é quem está melhor que vai jogar. Por vezes, é aquilo que nós queremos, a estratégia para o jogo"

Marco Silva

Gostava de lhe falar sobre Lukebakio e de o questionar acerca deste jogador, que tem estado em ótimo plano nos últimos jogos. Marcou dois golos na última partida da Taça da Liga, frente ao Gil Vicente, e já foi elogiado pelo treinador, pelas características singulares que tem em comparação com outros jogadores do plantel. Neste momento, como é que olha para esta luta entre Lukebakio e Rafa? Parece-lhe que o extremo belga está um passo à frente do Rafa? E, já agora, vai ser titular amanhã [segunda-feira, 2 de novembro]?

Em relação à titularidade ou não, terão de esperar por amanhã [segunda-feira, 2 de novembro]. São jogadores de características completamente diferentes. O Rafa teve um excelente início de temporada, a jogar numa posição em que já não jogava há algum tempo, tem ajudado muito a equipa e eu não vou criar nenhuma hierarquia nesse espaço. Eu sei que eles têm começado, no papel, na mesma posição, mas são jogadores que... Nós, quando jogamos com o Rafa naquela posição, o Rafa joga por dentro, está sempre por dentro, dificilmente está por fora. Portanto, mesmo não querendo entrar em comparações, acho que não são comparações possíveis, sinceramente, porque são dois jogadores completamente diferentes. Ainda no futuro, de certeza que iremos acrescentar mais um jogador que poderá entrar nessa luta, se assim lhe quiser chamar, porque acho que vai ser possível também. Nós queremos dar à equipa todas as soluções possíveis e é para isso mesmo que trabalhamos e analisamos jogadores. Neste momento, com alguns meses de trabalho com estes jogadores, já os conheço muito melhor e, naturalmente, vamos tomando decisões. Mas percebo a questão. O Lukebakio fez dois golos, fez uma exibição muito boa no último jogo, acabou por jogar 90 minutos, o que não tem sido muito normal para ele também, porque é um jogador que vive muito de acelerações. Depois do desgaste nesse momento, tem de ter capacidade para fazer essas acelerações, mas ser consistente com e sem bola durante os 90 minutos, se tiver a oportunidade de lá estar. É importante ganhar essa capacidade de o ser, porque só assim irá começar os jogos também. Estou satisfeito com o rendimento que teve, acima de tudo com a capacidade que teve de se ligar à equipa. Porque eu falei, na altura, que é um jogador de características diferentes, que vive muito do um contra um, mas, na nossa forma de jogar, essa é uma das formas de lá chegarmos, não é a primeira nem a segunda. São importantes as ligações que queremos para a equipa e também são importantes as conexões que temos por dentro ou por fora. No último jogo, por exemplo, foi percetível ver isso mesmo. O Lukebakio com o Sudakov, muitas vezes a fazer movimentos de perfuração, com o Sudakov entre o lateral e o central e com o Lukebakio a ser o jogador a servir, e não o jogador a finalizar a ação. Portanto, são esses os passos que eles têm de dar no entendimento da nossa forma de jogar. E vi-o a dar isso no último jogo, com melhorias em relação aos anteriores. Daí que, quando falei da exibição, foi muito mais por aí. É óbvio que os golos são importantes, são o mais importante no futebol, mas são o final das ações que nós queremos. Ele acabou por fazer um primeiro golo, um bom golo, numa segunda ação, e um golo num canto, o que nem é muito normal para ele. Estava numa posição mais para fazer algum tipo de bloqueio, a bola acabou por sobrar para ele e teve a capacidade de fazer o golo. Foi uma boa exibição, mas o facto de um jogador ter uma boa exibição não quer dizer que esteja à frente do outro com quem está a lutar, ou dos outros com quem está a lutar. O Rafa acabou por entrar muito bem no jogo também. Entrou só dez minutos, numa posição diferente, que pode fazer, e faz muito bem. É um jogador que faz todas as posições na frente, por trás do avançado, e contamos muito com ele. Portanto, não vou entrar aqui a definir hierarquias, porque elas não existem na nossa equipa. Por vezes, nem sempre é quem está melhor que vai jogar. Por vezes, é aquilo que nós queremos, a estratégia para o jogo, o planeamento tático para o jogo e aquilo que queremos explorar ou a que queremos ter atenção no adversário. Há muitas questões que colocamos em cima da mesa para depois tomar a decisão final.

Marco Silva

"Acho que, se todos nós conseguíssemos ter um comportamento consistente, seria sempre melhor. Mas o futebol tem muita emoção por trás, tem muitas questões por trás"

Vou recuar ao final do jogo com o FC Porto, em que Marco Silva disse, em relação à expulsão de Lenglet, que não ia fazer comentários e que, se o Clube tivesse de dizer alguma coisa em relação ao jogo, o deveria fazer. Pego nesta declaração porque, ainda recentemente, defendeu de forma muito clara Jhon Durán e disse que, se ele não pudesse jogar, não teria existido verdade desportiva. Queria perceber, porque sabemos que, à medida que o Campeonato avança, estas questões da arbitragem vão ganhando mais impacto, que postura vai tentar ter em relação à arbitragem. Vai falar sempre que se sentir prejudicado? Vai deixar esse papel para o Clube? Ou acha que a arbitragem é mesmo um tema que não deve ser abordado?

É difícil dizer como é que irei reagir daqui para a frente. Muitas vezes reajo como ser humano, tento ser o mais equilibrado possível e tento ter a calma suficiente, mas, por vezes, não tenho. Basta olharem para o jogo e perceberem, durante os 90 minutos, que sou emocional. Tento jogar o jogo com os meus jogadores. Depois, quando analiso o jogo, analiso a minha equipa, analiso as minhas ações, quer técnicas, quer táticas, mas também de comportamento. Porque é assim que eu faço a gestão do meu comportamento. E, naturalmente, algumas vezes também não fico muito satisfeito comigo mesmo. Faz parte e sou o primeiro a criticar-me a mim próprio, porque só assim consigo ser melhor. E, por vezes, não faço melhor porque não consigo. Ponto final. Em relação às minhas reações no jogo de que falou, naquele momento disse que não queria falar porque havia questões muito mais importantes para mim do que a arbitragem. Foi praticamente dizer que não queria falar sobre isso porque queria falar de outras coisas. Não estava tão satisfeito com aquilo que foi a nossa exibição. Ponto final. E tentei ao máximo que isso acontecesse. Durante toda a flash interview consegui não o fazer. Depois fui para a conferência [de imprensa] e vieram mais oito perguntas sobre o mesmo, e acabei, uma ou outra vez, por falar. Mas esse era o meu objetivo. Lá está, eu queria levar para um caminho e não consegui fazê-lo em todas as declarações convosco, mas esse era o meu objetivo. Por vezes não o consigo fazer, mas faz parte da forma como irei ou não reagir. Depende do momento, depende de mim mesmo. Não lhe consigo dizer. Acho que, se todos nós conseguíssemos ter um comportamento consistente, seria sempre melhor. Mas o futebol tem muita emoção por trás, tem muitas questões por trás e todos nós, mesmo querendo, em alguns momentos parece fácil consegui-lo, mas não é assim tão fácil. Basta olharem para mim no banco, durante o jogo, e percebem isso também. Por vezes, eu quero, mas a emoção do jogo leva-me para outros lados. Faz parte e, depois, tenho de reconhecer quando erro.

Ontem [sábado, 31 de outubro], numa Assembleia Geral do Clube, o Presidente Rui Costa assumiu que a época passada ficou aquém das expectativas e que ao Benfica não basta apenas ganhar uma Supertaça. Pergunto-lhe, enquanto Benfiquista, como já admitiu ser, se foi também por isso que decidiu voltar a Portugal e ao Benfica, por sentir que pode ajudar a inverter este cenário.

Eu, como vocês devem calcular, não vou comentar as declarações do Presidente. Estamos todos nós aqui neste momento e começámos a época porque acreditamos que o Benfica tem condições para ganhar. Todos nós temos de fazer o nosso papel para que o Benfica esteja mais perto de vencer. Esse é o objetivo. Quando estás nesta casa, quando representas um clube desta dimensão, cada um, no seu papel, tem de trabalhar nesse sentido. Nós, enquanto equipa técnica, os jogadores no papel que têm, todos os staff à volta dos jogadores, para lhes darem as melhores condições para que possam ter as performances de que nós precisamos enquanto clube. Tão simples como isso. E, como é lógico, acreditamos muito em nós mesmos.

Marco Silva

"Queremos toda a gente focada naquilo que são os jogos, e são bastantes. Há muitas decisões até ao princípio de janeiro"

Sei que ainda estamos em 1 de novembro e falta muito até ao mercado de janeiro, mas, tendo em conta que Barreiro e Barrenechea, no meio-campo, ainda estão a recuperar de lesão, já falou com o Presidente e com a Direção para, no mercado de janeiro, poder reforçar essa posição? Já têm algum jogador em perspetiva?

O nosso contacto é permanente, estamos diariamente. Nem todos os dias com o Presidente, mas, algo que precisemos, está sempre presente connosco, e, naturalmente, com a Direção, como falou, estamos diariamente. Não precisamos de um dia específico para falarmos sobre as situações. É óbvio que há momentos em que será mais importante ou menos importante. O Enzo [Barrenechea] está muito perto de estar de volta, felizmente para nós. É um jogador que começou muito bem a temporada, infelizmente teve uma lesão. Tem concorrência forte, mas também torna a vida difícil para quem concorre com ele. Isso é muito importante para mim, como treinador. É um jogador com características que apreciamos para a posição, principalmente no nosso momento com bola, porque tem uma capacidade muito boa. Está de volta. Nos últimos dois/três treinos, tem estado com a equipa, tem estado a reagir bem. É importante tê-lo perto da equipa e pronto para ajudar. Vamos ver se, a partir de amanhã, nos próximos jogos, já poderá estar em condições de ajudar a equipa, o que é muito bom para nós, sinceramente. Isso reduz um pouco aquilo que foi a sua questão a um jogador que está lesionado, e nós acreditamos – continuo a dizer, não querendo colocar muita pressão no nosso departamento médico, mas colocando – que estará disponível antes de janeiro. Portanto, olhando para as opções que temos, em janeiro não se irão colocar tanto dentro daquilo que foi a sua questão, mas ainda falta até janeiro. Estaremos atentos quando chegar essa altura e, como sempre, em todos os mercados, aquilo que for possível fazer para melhorar a equipa – dentro das possibilidades claramente, que vocês sabem que são diferentes no verão ou em janeiro –, aqui estaremos, mas, neste momento, nem é a nossa preocupação. Não é o momento certo para falar. Queremos toda a gente focada naquilo que são os jogos, e são bastantes. Há muitas decisões até ao princípio de janeiro.

O Benfica sofreu golos nos últimos quatro jogos. O Marco Silva já disse, por exemplo, que ficou furioso com o golo sofrido frente ao Omonia e também já falou da insistência nos dois para um, nos duelos, ter um bocadinho mais de agressividade. No treino diário, o que é possível fazer? O que está na sua lista de prioridades para evitar que o Benfica sofra tantos golos?

Sim, é óbvio que não conseguimos mudar características individuais de muitos jogadores em tão curto espaço de tempo, e alguns até com muito tempo a trabalhar. Acima de tudo, são questões coletivas e de posicionamento que nos compete trabalhar, com mais ou menos tempo de trabalho. Às vezes, terá de ser de uma forma quase passiva, sem retirar muita energia aos jogadores. Como vocês sabem, praticamente não temos semanas limpas para trabalhar com intensidade, porque, muitas vezes, com semanas limpas, há claramente momentos de aquisição de aspetos importantes coletivos, defensivos e ofensivos, que queremos ter. Nessas semanas, é mais fácil. Em alguns momentos, não sendo tão fácil, há outras formas de lá chegar, de uma forma um pouco mais passiva e não retirando tanta energia, como vídeos. Há muitas formas de conseguirmos, pelo menos, passar informação e fazer com que os jogadores compreendam aquilo que pretendemos. Naturalmente, depois, quando chega o momento de criar essas mesmas situações com a intensidade de que o treino precisa para que haja um ganho, claramente, nesses momentos, ou um entendimento mais claro desses momentos, precisamos de mais tempo de trabalho com eles e de fazê-los crescer nesse aspeto. Os aspetos individuais têm uma importância muito grande. Não são o principal, mas têm uma importância cada vez maior. Há cada vez mais equipas a defender numa situação de homem a homem. Nós levamos, em alguns momentos, também o jogo para essa situação, não sempre, mas, quando levas o jogo para esses momentos, a capacidade individual de ganhar ou não duelos tem uma importância muito grande. E, quando dizemos ganhar duelos, não estamos a falar só dos jogadores da linha defensiva, estamos a falar de muito mais do que isso. Por vezes, é importante que todos os jogadores percebam o quão fundamental é estarem focados naquele momento. Depois, tem a ver com aspetos coletivos que temos de continuar a trabalhar com os jogadores, dentro do que nos é possível. Respondendo diretamente à sua questão, temos tentado, e é nossa obrigação incorporar isso a nível de treino e, depois, com outras ferramentas que temos, fazer com que os jogadores entendam esses momentos também.

Marco Silva

"Temos um plantel que nos agrada bastante, em que nós, Benfica, acreditamos, com uma boa mescla de alguma maturidade e experiência com jogadores jovens"

O Kamiński disse recentemente, numa entrevista, que encontrou no Benfica um dos balneários mais fortes, com vários jogadores a competir pela mesma posição. A verdade é que, nos últimos jogos, até vimos jogadores com menos minutos, como o Lukebakio ou Jhon Durán, a darem nas vistas. Pergunto-lhe se também encontrou no Benfica um dos melhores plantéis que já teve enquanto treinador.

É difícil avaliar. Nós temos um plantel em que acreditamos muito. Não é justo, em tempos diferentes, estar a avaliar este plantel com outros plantéis que tive comigo, nas minhas mãos, para poder trabalhar. Não faz sentido entrar por esse caminho. Acho que, em termos de comparação, também não é muito justo. São contextos diferentes, clubes diferentes. Temos um plantel que nos agrada bastante, em que nós, Benfica, acreditamos, com uma boa mescla de alguma maturidade e experiência com jogadores jovens, para podermos ir incorporando, jogadores a virem da nossa formação, para crescerem connosco e, quando tiverem de ter a oportunidade, também a terem. Portanto, isso é que é o mais importante para nós. O Kamiński referiu uma coisa importante, porque vem de um contexto diferente e percebe qual é a dimensão da competitividade que tem para a posição. Desde a primeira hora que vos disse isso, é algo com que gosto muito de trabalhar. Por vezes, até nem plantéis muito longos, mas que haja uma competitividade muito grande entre os jogadores. É óbvio que, quanto maior o número de jogos que tens, naturalmente tens de ter as soluções que te permitam ter essa mesma competição e rotatividade, se assim o tiveres de fazer, e depois estares preparado e teres profundidade de plantel para lesões ou algo que possa acontecer, mas sim, é importante. Na posição dele, ele sabe bem o que enfrenta. Quando teve a oportunidade de jogar recentemente, antes da lesão, também deu uma boa resposta. Está a voltar, é importante ele voltar, mas, acima de tudo, é importante os jogadores sentirem isso. Não só o Kamiński, mas todos os outros sentirem que, mesmo estando a jogar, se olharem um bocadinho mais para o lado, percebem que há alguém ali pronto para os passar ou para ganhar a posição deles, e quem ganha com isso é o Benfica. É o treinador que tem um pouco mais de dores de cabeça para decidir, mas são boas dores de cabeça, são boas decisões para tomar. Depois, consoante os jogos e o planeamento estratégico e tático, pode decidir em função daquilo que é o melhor para a equipa.

O Alverca tem quatro derrotas em nove jogos nesta época no Campeonato, sendo que já jogou com o FC Porto, o Sporting e o SC Braga, e sofreu a última derrota num jogo em que jogou com 10 quase o jogo todo. É, por isso, olhando para a tabela, uma equipa que pode representar maiores dificuldades do que à primeira vista poderia parecer?

É uma equipa que apresenta dificuldades aos adversários, mesmo nesses jogos em que, como falou, saiu derrotada. Analisando os jogos e percebendo o que está nos jogos, é uma realidade. É uma equipa que tem, em algumas posições, jogadores muito jovens, mas jogadores muito irreverentes, jogadores com qualidade técnica. Uma equipa que joga claramente com uma linha de três atrás com bola, com laterais muito profundos, e depois fecha a cinco. É uma equipa que tem princípios com bola e, devido a essa mesma irreverência de que falei de alguns jogadores, principalmente do meio-campo para a frente, os próprios dois laterais são muito ofensivos e acabam por dar ao jogo alguma imprevisibilidade. Naturalmente, com bola, conseguem criar alguns problemas aos seus adversários. Por isso mesmo, eu disse que é um adversário difícil, que não olhamos para a tabela. Sabemos que temos de respeitar todos os adversários, como é lógico, e respeitarmo-nos ainda mais a nós mesmos enquanto grupo, enquanto equipa, sabendo que temos de estar sempre a top. É o que é, jogo após jogo, de três em três dias, estar sempre a top, porque a nossa obrigação é fazer tudo aquilo que conseguirmos para ganhar os nossos jogos, e é isso que temos de fazer novamente amanhã.


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