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Camisola Principal Benfica 26/27

Jogo ao vivo

Edição de sexta-feira, 23 de outubro 2026

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"Ganhámos um jogo muito difícil"


 

Marco Silva analisou a cambalhota no marcador conseguida pelo Benfica frente ao Santa Clara (1-2), nesta segunda-feira, 26 de outubro, nos Açores, em encontro da 9.ª jornada da Liga Betclic . O treinador destacou a capacidade de reação da equipa após uma primeira parte aquém do habitual, valorizou o contributo coletivo e o apoio dos Benfiquistas.

Na flash interview da Sport TV, Marco Silva reconheceu uma primeira parte abaixo do nível habitual das águias, num encontro condicionado também pelo vento e pelo estado do relvado, e destacou a reação conseguida após o intervalo.

"Satisfeito, acima de tudo, com o resultado. Um jogo, de uma forma geral, difícil para nós. Uma primeira parte em que não conseguimos assentar o nosso jogo. Tentámos atacar sempre muito rápido, praticamente não tivemos muitos momentos em meio-campo ofensivo, onde temos sido muito fortes como equipa. É óbvio que as condições do vento, do relvado e também o mérito do Santa Clara tornaram isso difícil. Mas eu disse aos jogadores ao intervalo que não estivemos, nem de perto nem de longe, ao nosso nível. A primeira coisa que eu lhes disse foi para terem calma. Ninguém joga futebol, e bem, se não tiver calma suficiente para tomar as decisões certas. E faltou-nos um pouco isso. Mesmo em alguns momentos de desarme, nós estávamos a complicar sempre muito o nosso jogar. E não quero retirar nem 1% do mérito que o Santa Clara possa ter tido na forma como foi pressionante. Foi uma equipa que, mal ganhava, tentava procurar a profundidade e as nossas costas. Custou-nos um pouco lidar com esse tipo de situação. Mas, acima de tudo, porque nós não tivemos posses longas como costumamos ter normalmente. A nossa primeira parte foi muito longe daquilo que devia ter sido", analisou.

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A mensagem ao intervalo passou, sobretudo, por recuperar serenidade e personalidade com bola. Marco Silva estava convicto de que, se o Benfica conseguisse fazer circular e prolongar as posses, o Santa Clara teria dificuldades em manter a intensidade demonstrada na etapa inicial. A alteração do posicionamento de Prestianni e a entrada de jogadores frescos nos corredores ajudaram a transformar o encontro.

"Foi isso mesmo que começámos por falar ao intervalo: para termos calma, para construirmos da forma como sabemos e, mesmo com o relvado difícil, mesmo com o vento que estava, com tudo o resto... Porque é difícil, mas é difícil para os dois lados. Para quem quer ter mais bola e posses mais longas, torna-se mais difícil, mas é o que é, é a realidade. Já não é a primeira vez que jogamos num relvado nestas condições fora de casa e temos de ser capazes de o fazer. Segunda parte, como disse, diferente. Nós também sabíamos que, se conseguíssemos ter a bola no chão e fazer o nosso jogo andar, fisicamente o Santa Clara não poderia aguentar da forma como estava a fazê-lo, com aquela agressividade toda que estava a pôr no jogo, no bom sentido, claro. E foi isso mesmo que aconteceu. Tentámos trocar o Prestianni de posição, para nos dar alguma irreverência naquela zona que era importante, e depois meter dois alas frescos [Lukebakio e Schjelderup], completamente abertos no corredor. Foi isso que tentámos dar à equipa. A equipa respondeu bem, não de uma forma totalmente consistente ao longo dos 45 minutos da segunda parte. Em espaços, após a vantagem, poderíamos e ainda devíamos ter controlado melhor o jogo com bola. Mas nem sempre é possível ganhar a jogar muito bem. Hoje ganhámos de uma forma um pouco diferente, mas eu gostei da reação da equipa. Gostei muito da reação da equipa na segunda parte. O que eu lhes pedi ao intervalo, eles conseguiram colocar dentro do campo. Acima de tudo, um pouco mais de calma, porque nós temos de a ter, mesmo quando parece tudo difícil para nós. Temos de ter mais calma e mais personalidade para encarar esses momentos de frente como equipa", salientou.

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Schjelderup e Prestianni voltaram a assumir protagonismo na reação encarnada. Ainda assim, Marco Silva preferiu enquadrar o rendimento dos dois jovens no plano coletivo, destacando particularmente a capacidade de Prestianni para ultrapassar uma primeira parte difícil e dar uma resposta diferente depois do intervalo.

"São dois grandíssimos jogadores, dois jovens, e são dois grandíssimos jogadores. E compete-me a mim tirar o maior rendimento deles. Eu não quero só individualizar nesses dois. É óbvio que o Prestianni esteve, mais uma vez, nos nossos dois golos. Uma excelente arrancada dele e, num bom momento, uma boa combinação no corredor, e depois a capacidade dele de reagir à perda e ganhar uma bola numa zona central. Eu disse-vos, é um jogador que está num momento fenomenal. E eu gostei. Acabei de lhe dizer que, por vezes, isto define os grandes jogadores dos bons jogadores. Uma primeira parte bem difícil para ele, muito difícil. O campo não estava bom, ele não estava a sair como normalmente sai. Nós também não o explorámos muito bem. A bola demorou muito a chegar ao corredor esquerdo. Tivemos muita dificuldade em rodar rapidamente o centro do jogo. O feedback dos jogadores é que estava mesmo muito difícil em termos de relvado também. E define os grandes jogadores. Ele está num processo de crescimento, tem 20 anos, mas quem faz a primeira parte que ele fez, da forma como reagiu e se manteve no campo, numa função um pouco diferente, deixa-me muito satisfeito. Porque é ver um crescimento de um jovem que tem um talento enorme", elogiou.

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"É dar-lhe os parabéns. Acabei de ter uma conversa com ele [Prestianni], com o grupo também. Eu disse-lhes que era importante retificarmos algumas coisas. Mesmo estando a perder, não poderíamos conceder mais nenhum golo. Mesmo assim, o Santa Clara teve uma excelente oportunidade. Nem chegou a ser oportunidade porque nós cortámos a bola, mas teve um momento em que nós sabíamos que havia o contramovimento do avançado com o médio interior. Nós estávamos preparados para aquilo, mas a equipa, nesse momento, não definiu como devia ter definido. A segunda parte foi muito mais nossa. Em relação ao Prestianni, está de parabéns. Mas o Benfica não é só o Prestianni, com todo o respeito e o quanto eu gosto dele. Nós temos de ser muito mais do que só um jogador. Nós somos um grupo que lutou arduamente hoje para virar o jogo para nós, num jogo que estava muito difícil. Uma massa adepta que nos puxou, mesmo num momento difícil. A nossa primeira parte não foi ao nível que tem de ser e não vi insatisfação nas bancadas. Vi uma bancada inteira a apoiar a equipa do Benfica e a esperar que a nossa reação na segunda parte fosse diferente. Dar-lhes os parabéns por isso. Dizer-lhes que, mais uma vez, hoje ficou comprovado que vai ser um longo, longo, longo caminho, com muitas dificuldades pela frente. Uma delas foi o Santa Clara, e dar os parabéns ao Santa Clara. As outras questões temos nós de resolvê-las enquanto equipa, porque, de outra forma, não vai ser possível", vincou.

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O resultado permite ao Benfica prosseguir o seu caminho na Liga Betclic, mas Marco Silva evita fazer contas em função dos resultados dos rivais.

"Prefiro olhar para nós, para aquilo que nós temos de fazer como equipa. Compete-nos ganhar jogos e ir ganhando jogos, com todas as dificuldades que temos pela frente, todas as dificuldades que nos possam criar, todas as dificuldades que nos possam colocar também. Eu hoje vi a nossa equipa um pouco nervosa no princípio do jogo, mas não foi a única equipa nervosa no relvado também. É importante que nós estejamos atentos a isso. Eu estou atento, nós todos temos a experiência suficiente. A única coisa que eu posso controlar é um pouco esta entrada da nossa equipa, que não foi ao nível do que tem sido. Faz parte. Esperemos, na quinta-feira, já entrar melhor, para podermos responder àquilo que o jogo nos pede e exige de nós", afirmou.

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Já depois do apito final, Jhon Durán viu um cartão vermelho direto. Questionado sobre o episódio, Marco Silva foi taxativo: "Vocês [Sport TV] têm as imagens. Espero que coloquem as imagens todas. Todas, todas, todas. Coloquem as imagens todas e depois vamos ver o que é que o Durán fez. Eu, neste momento, como treinador, não vi as imagens todas. A Sport TV foi o canal que transmitiu o jogo e espero que as tenha todas. Espero que não seja preciso esperar três dias por uma imagem da bancada para mostrar tudo, como já aconteceu neste Campeonato. Nós tivemos de esperar três dias por uma imagem da bancada a mostrar algo. Você sabe do que é que eu estou a falar. Eu espero que mostrem tudo. E depois vamos ver. Eu tenho de acreditar na palavra do Durán. O Durán disse-me que não fez absolutamente nada. E, se ele viu um vermelho e não fez absolutamente nada, eu espero que alguém tenha a coragem de lhe tirar o vermelho. É só isso que eu quero."

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MARCO SILVA | Conferência de imprensa
Primeira parte difícil
"Acima de tudo, uma melhor segunda parte. Aproveitar para dar os parabéns aos jogadores por três pontos muito importantes para nós, depois de uma primeira parte difícil, em que não estivemos ao nosso nível. Dar os parabéns também aos adeptos. Mesmo num momento e numa primeira parte difícil da nossa equipa, o apoio foi constante e tiveram a paciência que é importante ter nestes momentos também. Realçar isso dos nossos adeptos. E a segunda parte foi um pouco melhor do que a primeira. A primeira foi de um nível a que não estamos habituados, em condições muito difíceis, num relvado e em condições climatéricas também difíceis, com o vento, a jogarmos contra o vento. E, há que realçar, contra uma boa equipa, que foi uma equipa que nos tornou a vida difícil. Mas, acima de tudo, e olhando para nós – e tenho de realçar isso em relação ao Santa Clara –, dizer que não estivemos ao nível que costumamos ter. Não conseguimos ter posses de bola longas, não conseguimos jogar no meio-campo adversário. Quisemos fazer tudo muito a correr. Mesmo em momentos em que ganhávamos a bola, quisemos fazer tudo a correr e, por isso mesmo, não fomos a equipa que costumamos ser, normalmente, em ataque posicional. E isso custou-nos. Ficámos expostos, perdemos muitas bolas, o jogo ficou partido e fomos um pouco ao encontro daquilo que era a estratégia do Santa Clara. Rapidamente ganhar e tentar atacar as nossas costas, fazer movimentos contrários. Hoje, sem o Gonçalo [Paciência], fazendo movimentos contrários entre o avançado e os extremos, e o próprio avançado hoje um pouco mais móvel, a tentar sempre atacar a nossa profundidade. E nós tivemos alguns problemas para controlar, contra o vento, naquele momento. E, por isso mesmo, estivemos a um nível a que não devíamos ter estado."

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Ajustes ao intervalo e impacto das substituições na reviravolta
"Falámos ao intervalo. Não só a dupla substituição. Mesmo estando muito insatisfeito, a tranquilidade que era importante passar naquele momento e ser claro naquilo que tínhamos de mudar. O Santa Clara, além do diferente perfil do número 9 que jogou hoje, não alterou nada daquilo que estávamos à espera. É óbvio que começa o jogo, criou-nos alguns problemas e acaba por fazer o golo de penálti e, naturalmente, ganha a confiança que é necessária também para jogar e para dividir o jogo. E eu disse isso mesmo aos jogadores. Basicamente, o nosso jogador livre estava sempre na nossa posição 6. Não estávamos a conseguir encontrá-lo. Pelo meio, estava difícil fazermos combinações que normalmente costumamos fazer. Não estávamos a rodar rapidamente o centro do jogo como costumamos e devemos fazer, para fazer a organização do Santa Clara balançar um pouco. E foi isso mesmo que tentámos alterar. Porque, defensivamente, não havia muito a alterar, só ter mais precaução com os momentos de transição ofensiva do adversário. E foi isso mesmo. O Santa Clara teve uma oportunidade – não chegou a ser oportunidade porque o Dahl corta a bola –, mas um momento, mais uma vez, em que nós acabámos por perseguir o avançado quando não tínhamos de o perseguir. Não era essa a nossa estratégia naquele momento e abrimos um espaço muito grande. E depois fizemos dois golos em dois muito bons momentos do Prestianni e uma boa finalização também. Os dois jogadores que entraram acabaram por ter impacto e era isso também que pretendíamos: tirar um pouco o Prestianni do corredor, dar-lhe um pouco mais de liberdade para explorar também as características do jogador da posição 6 do Santa Clara, que estava a marcar quase individualmente o nosso médio-ofensivo naquele espaço. Nós sabíamos que o Prestianni ia acabar por ter mais mobilidade e foi isso mesmo que lhe demos. E depois, com a largura total do Andreas [Schjelderup] e do Dodi [Lukebakio], acabámos por ter mais momentos. Não da forma mais consistente e duradoura que eu gostava de ver, mas fomos superiores na segunda parte. Fisicamente, o Santa Clara depois não aguentou aquela intensidade que estava a pôr no jogo, porque tivemos um pouco mais de bola. Ganhámos um jogo muito difícil para nós, mas ganhámos. Há que dar mérito aos jogadores por isso mesmo."

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Vermelho a Jhon Durán porquê?
"Em relação ao final do jogo, eu já disse na flash e vou voltar a dizer. Está-me a perguntar uma coisa que, como deve calcular, é impossível para mim ver, quando estão perto de 50 pessoas no relvado. Se me perguntar se eu vi alguma coisa, eu não vi nada. Se eu lhe dissesse neste momento 'não vi o Jhon Durán a fazer nada', estava a mentir-lhe, porque é impossível. O meu objetivo naquele momento... Até falei mais com os jogadores do Santa Clara do que propriamente com os nossos. Acabei por falar muito mais com um ou outro jogador que estava envolvido naquela questão – não envolvido de uma forma física, mas estava mais nervoso – e com muito mais jogadores do Santa Clara do que com os nossos. Já tínhamos gente suficiente à volta daquele momento. E eu consegui ter a calma suficiente, porque, já tendo amarelo, se calhar ia ser o momento ideal para me darem o segundo amarelo, porque, à velocidade com que me deram o primeiro, se calhar iam dar à mesma velocidade o segundo. E ainda bem que eu não o fiz, porque também não ia fazer absolutamente nada, estar naquela confusão. Em relação ao final do jogo, normalmente, quando um ou outro jogador fala, se os jogadores dos bancos começam a correr, cria-se um burburinho que às vezes é maior do que aquilo que realmente aconteceu. O que eu vos posso dizer, e eu já disse na flash: tenho a garantia absoluta do Jhon de que não fez absolutamente nada. E eu fiz o convite à Sport TV... Sei que vocês não têm as imagens todas. Se tivessem, vocês iam pôr mesmo todas, e durante muito tempo. Fiz o convite à Sport TV para colocar as imagens todas, diretas, sem haver nenhuma interrupção pelo meio. E não precisamos de vir com imagens de telemóvel da bancada para mostrar tudo. E, se o Jhon Durán fez alguma coisa, eu vou estar aqui para me penitenciar. A garantia que eu tenho dele é que não fez absolutamente nada e acabou por ver um vermelho, se calhar porque é o Jhon Durán e porque tem a fama que tem. Mas, sendo realista e honesto com vocês, se fez alguma coisa, não foi isso que ele me disse. E estarei eu aqui na próxima conferência de imprensa para assumir a responsabilidade por isso. Neste momento, tenho de acreditar na palavra dele, que não fez absolutamente nada. Em todas as imagens que vimos até agora, não vemos absolutamente nada da parte do Jhon Durán. Se ele não fez nada, eu espero sinceramente que haja alguma justiça nisso e que [o cartão vermelho] lhe seja retirado, porque uma coisa é dar um vermelho porque vimos alguma coisa... Eu gostava de saber o que é que o árbitro vai escrever no relatório. Se o Jhon Durán não fez nada, porque é que lhe deu vermelho? Simplesmente isso."
Cartão amarelo? "Tudo o que senti, guardo para mim"
"Tudo o que eu senti, eu guardo para mim, vou guardar para mim. Já falei na flash de algumas questões. O árbitro achou que eu, se calhar, protestei demais ou fiz alguma coisa com que ele não ficou agradado e deu-me um amarelo. Simplesmente isso."

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Prestianni com margem para continuar a crescer
"Nós não andamos aqui à procura de títulos individuais à 9.ª jornada. Não é esse o nosso objetivo, sinceramente. Não é o objetivo, de certeza absoluta, do Prestianni também. Grande segunda parte do Prestianni. Deixa-me muito, muito satisfeito. Um jovem de 20 anos que está a passar por um grande momento, um início de temporada tremendo, que teve, tal como a equipa – porque não foi só ele –, uma primeira parte abaixo do nível. Porque nós não fomos capazes também de o explorar bem, como normalmente o fazemos e deveríamos ter feito. Deixámos muito o lateral estar muito perto dele em alguns momentos porque não circulámos. Os jogadores também me disseram que estava realmente difícil fazê-lo, mas não circulámos com tanta velocidade como normalmente fazemos e não lhe permitimos estar em momentos em que ele é muito forte. Nós tentámos dar-lhe outro tipo de posições. Tentámos explorar um pouco o posicionamento do jogador da posição 6 do Santa Clara, que estava a marcar quase individualmente o Sudakov na primeira parte. E nós sabíamos que ia continuar a fazê-lo da mesma forma, possivelmente com o Prestianni. Quisemos dar-lhe um pouco mais de liberdade numa zona central e depois alargar o nosso jogo com os dois alas que colocámos. E vê-lo reagir daquela forma, após uma primeira parte não ao nível dele, deixa-me mesmo muito satisfeito. É óbvio que foi decisivo. Uma assistência, uma grande arrancada, uma boa combinação no corredor esquerdo e depois a reação à perda para ganhar a bola, explorar aquele momento e finalizar como ele o fez. Foi fundamental, foi decisivo para a equipa. Mas toda esta reação de uma primeira parte para a outra, de um jovem jogador que sente que está muito peso nas suas costas, deixa-me muito satisfeito. Por isso é que eu vos digo que há muito para ele continuar a crescer. Mas estes passos que ele dá deixam-me orgulhoso de o ter connosco e de continuarmos a dar-lhe as ferramentas para ele poder explorar o seu futebol."


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