Mentalidade competitiva muito grande
Saboreado o arranque vitorioso na
Liga 2 de 2026/27, o Benfica B volta a entrar em ação às 14h00 de sábado, 15 de agosto. Na antevisão à deslocação ao terreno da UD Leiria, o treinador Nélson Veríssimo destacou as dificuldades esperadas na 2.ª jornada, mas reforçou a confiança na identidade, na capacidade de crescimento e na mentalidade competitiva dos jovens encarnados.
Ao superar o Leixões, por 1-0, no Benfica Campus, na tarde de 10 de agosto, o Benfica B entrou com o pé direito na Liga 2. Nélson Veríssimo valorizou a resposta dada pelos seus comandados perante um adversário que chegou à jornada inaugural com um percurso imaculado na pré-temporada e quer transportar a mesma atitude competitiva para a primeira partida fora de portas na prova.
"É sempre bom começar a ganhar, indiscutivelmente. Sabíamos que íamos ter um adversário difícil pela frente, até pela forma como a equipa do Leixões foi montada, por aquilo que tinha sido o histórico dos jogos na pré-temporada. Eles, em 10, tinham ganho oito, tinham apenas empatado dois. Então, nós tínhamos de estar a um nível bom para fazer face a esta equipa do Leixões. A nossa equipa deu uma boa resposta. Agora temos o desafio com a União de Leiria, que é também uma excelente equipa, num contexto de adversidade, porque recordo-me do jogo que tivemos lá na época passada, com mais ou menos 10 mil pessoas a assistir, muita gente nossa, como tivemos aqui na segunda-feira, foi espetacular, muita gente a assistir ao jogo, a apoiar-nos. O espírito que tivemos aqui com o Leixões é o espírito que temos de levar para o jogo de Leiria", vincou o treinador em antevisão à BTV.
A continuidade no comando técnico e a manutenção de grande parte da estrutura da UD Leiria levam Nélson Veríssimo a perspetivar um adversário pressionante e determinado em assumir o jogo desde cedo. "Em função daquele que também é o seu treinador, que transitou do ano passado para esta época, também há continuidade na equipa da União de Leiria. Por si só, também é uma mais-valia. Relativamente ao último onze que apresentaram, acho que só dois jogadores é que não estavam na época passada. Portanto, há continuidade. Olhando para o futebol que o seu treinador gosta de implementar e olhando também para o histórico das equipas que já treinou, certamente vai ser uma equipa que vai tentar, de alguma forma, resolver o jogo nos primeiros minutos. Ligando também ao facto de não ter conseguido ganhar na 1.ª jornada, ao facto de jogar em casa e àquilo que é o ADN do seu treinador. Vai ser uma equipa certamente pressionante, uma equipa que, no seu momento sem bola, tem muitas referências individuais. Estamos à espera de um jogo com esse nível de dificuldade. Em termos ofensivos, daquilo que foi a nossa análise, pode haver duas ou três nuances daquilo que são os seus movimentos coletivos ofensivos. Obviamente, temos em linha de conta as dinâmicas a atacar e a defender da equipa contrária, mas, muito sinceramente, olhamos muito para aquilo que é a nossa forma de atacar e de defender, nos momentos de transição. Olhar para a análise que fizemos do nosso jogo com o Leixões e sentir que ainda há muita coisa para melhorar. Vamos estar à espera de uma União de Leiria com uma forte vontade de tentar ganhar o jogo, mas nós também levamos esse espírito, essa vontade e essa ambição", analisou.
Num percurso que está apenas a começar, cada jornada encerra novos estímulos para uma equipa jovem em permanente crescimento. "Cada jogo coloca-nos desafios e intensidades diferentes. Este jogo, jogado às 14h00, vai-nos colocar problemas diferentes, vai estar muito calor, certamente. Satisfeitos com os 3 pontos que conquistámos na última jornada, satisfeitos com o que foi a nossa pré-época, nos jogos que fizemos, na qualidade que colocámos individual e coletivamente. Percebemos que estamos no início de um caminho e ainda falta muito para percorrer. Temos de ter o foco bem direcionado para o que realmente conta, e o que conta é a nossa capacidade de crescimento individual, coletiva e, acima de tudo, termos uma mentalidade competitiva muito grande. E, nas dificuldades que tivemos contra o Leixões, que as tivemos, também o que acabou por ficar na história do jogo foi a mentalidade competitiva que os nossos jogadores tiveram. Nunca baixaram os braços e acreditaram sempre que era possível. Nos momentos em que era preciso segurar o resultado, eles seguraram, mas, nos momentos em que era preciso também ser mais agressivos, mais verticais, mais acutilantes no ataque à equipa contrária, também conseguiram ser. É este equilíbrio que temos de encontrar, neste caminho que certamente vai ser longo, mas estamos com uma grande motivação e uma grande ambição para enfrentá-lo", realçou.














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