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A FORÇA DA LUZ, DO INFERNO DA LUZ!

Há precisamente 30 anos, o Benfica eliminava o Marselha e assegurava a passagem para a final da Taça dos Clubes Campeões Europeus 1989/90. Cerca de 120 mil adeptos eram testemunhas numa noite que ficaria para sempre na memória do futebol português…

Noite de 18 de abril de 1990. Benfica e Marselha encontravam-se no velho Estádio da Luz com 120 mil espectadores, em desafio a contar para a segunda mão das meias-finais da Taça dos Clube Campeões Europeus 1989/90, época em que viria a viver uma das mais memoráveis eliminatórias da sua história europeia. Mais de 100 mil adeptos juntavam-se e "davam" ao Benfica o tão desejado bilhete para Viena…
De França, o Benfica de Eriksson trazia uma desvantagem de um golo (2-1 a favor dos franceses). Mas um verdadeiro "Inferno da Luz" colocara a equipa na altura treinada por Gérard Gili em sentido.  
"Viemos até ao Estádio da Luz com uma vantagem mínima, que eu achava que era muito difícil pelo facto de ter jogado no Benfica e conhecer o ambiente que ali se vivia…", recorda Mozer que fazia, na altura, a época de estreia no Marselha, depois de ter deixado o Benfica – para onde regressaria em 1992/93.
Vata
Com um golo de Vata aos 82' – num lance polémico que ficará para sempre na memória do futebol português e que ainda hoje faz correr tinta, com os franceses a reclamarem mão do avançado angolano –, os encarnados carimbavam o apuramento para a final da Taça dos Clubes Campeões Europeus.
"Quando entrámos em campo, foi um estrondo tremendo e quando eu me virei, era o único dentro do campo. Os meus colegas estavam na saída do túnel e quando eu os chamava eles não queriam ir… Diziam-me 'Mozer, calma que isto vai acalmar' e eu disse 'aqui não vai acalmar nada, isto é o Inferno da Luz!'. Foi uma eliminatória onde os adeptos ganharam o jogo, o barulho era tão ensurdecedor que os meus colegas ficaram completamente apáticos!", contou Mozer numa entrevista.
Na grande final, mais de um mês depois, a 23 de maio de 1990, o Benfica sairia de Viena derrotado pelo Milan (1-0), com um golo solitário de Frank Rijkaard aos 68 minutos.

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