E PLURIBUS UNUM


  Benfica Glorioso  
  BTV  
  BTV  
  BTV 
  BTV  
  BTV  
  BTV  
  BTV  
  BTV  
  BTV 
  BTV  
  BTV  
❮ ❯

Camisola Principal Benfica 26/27

Jogo ao vivo

Edição de sexta-feira, 6 de Novembro 2026

tag foto 1 tag foto 2 tag foto 3 tag foto 4 tag foto 5 tag foto 6 tag foto 7 tag foto 8 tag foto 9 tag foto 9

Seguidores

E Pluribus Unum 1904
SLB
FeederMatrix
EUSÉBIO
COLUNA
Benfica Glorioso
compartilhar em facebook compartir en twitter compartilhar em pinterest compartilhar em likedin

"Queremos ganhar sempre"


É a vida, quase rotineira, de uma equipa que ganha com a mesma frequência com que respira.

Acabou de conquistar a 5.ª Elite Cup e já se prepara para disputar mais uma final, desta vez, a Supertaça.

Frente à Sanjoanense, a equipa feminina de hóquei em patins do Benfica  enfrentou uma oposição tenaz e bem organizada. Agora, na Supertaça, terá pela frente a Stuart Massamá, adversário que derrotou, com dificuldade, na final da Taça de Portugal.

Dois jogos que serviram de exemplo da armadilha em que caem as análises mais simplistas, que garantem ao Benfica uma hegemonia construída sobre facilidades e falta de competitividade dos seus adversários.

Na sua 13.ª época no Benfica, Marlene Sousa, entrevistada no programa Protagonista, da BTV, considera que essa suposta facilidade é apenas aparente e resulta do trabalho e do talento que a equipa consegue expressar e não de uma alegada falta de competência das equipas que o Benfica defronta. E desafia outros grandes clubes a ir à luta, como aconteceu com o Sporting, que enfrentou a hegemonia benfiquista e… perdeu.

Marlene Sousa

O VÍCIO DE GANHAR

"A Elite Cup era o primeiro objetivo da temporada. Não podemos dizer que se trata de uma rotina, porque isso pode dar a ideia de que as nossas vitórias são conquistadas com facilidade e nós, que estamos lá dentro e treinamos duramente, sabemos o que nos sai do corpo para conquistar tantas vitórias. Claro que não somos indiferentes ao que nos rodeia e sabemos que as nossas vitórias, muitas vezes, são desvalorizadas de uma forma que não faz justiça às nossas conquistas. Ainda agora, na final da Elite Cup, todos viram um grande jogo de hóquei em patins, que valorizou muito a nossa modalidade e a nossa vitória. A nossa team manager disse-nos, antes do jogo, que nunca tínhamos vencido a 5.ª Elite Cup e essa é a forma de nos reinventarmos, de nos mantermos alerta e sempre preparadas para a próxima conquista. A Sanjoanense tem uma grande equipa e, quando dizem que as nossas vitórias são fáceis, não é a nós que atingem. É às nossas adversárias, que merecem mais respeito pelo valor que têm e que não é reconhecido. As nossas vitórias custam-nos muito a conquistar e acontecem porque queremos ganhar sempre."

UM JOGO ESPECIAL

"Defrontar a Sanjoanense é sempre um momento especial para mim. Foi o clube onde tudo começou para mim, onde ganhei a minha primeira Taça de Portugal e a primeira do clube, sou uma filha da terra e terá sempre um lugar especial no meu coração. Mas esse sentimento que tenho pelo clube termina quando o jogo começa. A partir daí, é mais um adversário que quero vencer. E esta final da Elite Cup não foi diferente. Sabíamos que seria um jogo muito intenso, tínhamos visto o jogo da meia-final, em que derrotaram outra excelente equipa, o Gulpilhares, e percebemos que a final seria muito dura. Como foi. Sofremos o primeiro golo, demos a volta, mas a Sanjoanense nunca saiu do jogo, nunca permitiu que ficássemos cómodas. Só quando marcámos o quarto golo, a poucos segundos do fim, é que sentimos que íamos conquistar o troféu, a nossa quinta Elite Cup. Foi um grande jogo de hóquei em patins, a demonstrar como o hóquei feminino está vivo e competitivo."

Marlene Sousa

"Criámos aqui uma família e isso tem o seu peso na forma como nos relacionamos e jogamos juntas. O nosso treinador conhece-nos muito bem, às vezes até existe a sensação de que nos conhece melhor do que nós próprias"

Marlene Sousa

PRÉ-ÉPOCA ATÍPICA

"Não foi a pré-temporada mais estável, já que seis jogadoras do plantel estiveram a disputar o Mundial e isso tirou-nos tempo de treino juntas. Além do desgaste que acumulámos com os jogos, as viagens e a adaptação aos fusos horários, tudo isso tem impacto no nosso rendimento. Acredito que seremos mais fortes mais adiante na temporada. É verdade que o plantel não sofreu alterações, tirando a saída da Sara Roces, que é uma grande jogadora, de quem vamos sentir saudades, mas, de resto, temos um plantel que se conhece, dentro e fora da pista. Criámos aqui uma família e isso tem o seu peso na forma como nos relacionamos e jogamos juntas. O nosso treinador conhece-nos muito bem, às vezes até existe a sensação de que nos conhece melhor do que nós próprias, e isso foi fundamental para preparar a equipa para os primeiros jogos oficiais, com tão pouco tempo de treino com o plantel todo reunido."

NOVO TÍTULO PARA CONQUISTAR

"É já no próximo fim de semana a disputa da Supertaça e vamos com a mesma disposição de a ganhar. Aquela nunca ganhámos e tudo o que está para trás pertence ao Museu. Vamos defrontar um adversário diferente do que defrontámos na Elite Cup, mas vamos com todo o respeito pela Stuart Massamá. Somos favoritas, não fugimos disso, é o estatuto de uma equipa que ganha há tanto tempo, mas os favoritismos não ganham jogos. Em teoria, se calhar, a Stuart talvez não seja tão forte como a Sanjoanense, mas trata-se de uma final, com um ambiente emocional diferente dos outros jogos. Se não marcarmos cedo, as coisas podem complicar-se e, mesmo marcando cedo, existe a hipótese de o jogo se complicar se não nos mantivermos despertas e concentradas. Defrontar o Benfica é um estímulo para as outras equipas. Ainda na época passada, na final da Taça de Portugal, frente à Stuart, as coisas complicaram-se e foi uma vitória muito difícil. Temos de disputar o jogo, entrando forte e tentando marcar cedo."

Marlene Sousa

"Se não acreditasse que podemos ganhar a segunda Champions, pendurava as botas e ia-me embora. Acredito eu e acreditam as minhas colegas e o meu treinador"

LIGA DOS CAMPEÕES

"Se não acreditasse que podemos ganhar a segunda Champions, pendurava as botas e ia-me embora. Acredito eu e acreditam as minhas colegas e o meu treinador. E acho que os adeptos do Benfica, de outro modo, não tinham essa expectativa todos os anos. E, na época passada, esteve quase, chegámos à final e não é qualquer equipa que chega à final da Liga dos Campeões. Durante a fase regular, realizámos seis jogos contra três das melhores equipas espanholas e ganhámos o grupo sem derrotas. Na meia-final, eliminámos mais uma equipa espanhola e chegámos à final conscientes de que já tinha faltado mais para conquistar a nossa segunda Champions. Até porque, na fase regular, nos dois jogos contra essa equipa, empatámos e, num deles, falhámos a vitória por muito pouco. Tínhamos essa esperança de que iríamos vencer a competição. E esse é, de novo, o espírito com que vamos tentar mais uma vez. Tentando quebrar a hegemonia das equipas espanholas, que beneficiam de ter um Campeonato mais competitivo do que o nosso."

Marlene Sousa

"É já neste fim de semana a disputa da Supertaça e vamos com a mesma disposição de a ganhar. Aquela nunca ganhámos e tudo o que está para trás pertence ao Museu. Somos favoritas, mas os favoritismos não ganham jogos"

ALTA COMPETITIVIDADE

"É falsa a ideia de que competimos contra equipas muito acessíveis. As pessoas dizem isso porque não estamos a competir com o Sporting e com o FC Porto, mas a verdade é que as jogadoras contra as quais competimos são aquelas que jogariam nesses clubes, se eles fizessem essa aposta. Durante alguns anos, o Sporting investiu bem no hóquei em patins, tinha uma grande equipa e os jogos eram sempre muito disputados. E não deixámos de ganhar. Mas eram grandes jogos, com ambientes incríveis nas bancadas, com muita gente e com aquele ambiente típico dos dérbis. Sinto falta desses jogos, claro, mas não é verdade que os nossos títulos e as nossas vitórias sejam fáceis porque não jogamos contra as equipas desses grandes clubes. E é isso que falta ao nosso hóquei, que clubes como o Sporting, o FC Porto, o Barcelos e a Oliveirense apostem em equipas femininas. Mas, se o fizerem, terão de apostar em jogadoras que estão, neste momento, a jogar noutras equipas e que são aquelas que defrontamos."

Comentários

+ Seguir Blog



com o Google Friend Connect

Partilhar este post

Página Facebook

Mais lidas

Benfica B vence Chaves com dois golos na compensação e sobe ao pódio

Coração de aço num justíssimo triunfo

Benfica conquista Elite Cup feminina de hóquei em patins

Águias em maioria na Seleção Sub-18