"Para sermos ofensivos, temos de ser sólidos"
Na antevisão do Benfica -Gil Vicente deste domingo, 13 de setembro, jogo da 6.ª jornada da Liga Betclic , Marco Silva alertou para a qualidade do adversário e vincou a importância de a equipa manter a identidade, o equilíbrio e o foco para conquistar os três pontos.
Sobre o desafio aprazado para as 18h00, no Estádio da Luz, Marco Silva elogiou a equipa adversária, considerando-a "capaz de criar problemas", e deixou claro que as águias têm de respeitar os seus princípios para alcançar o objetivo: ganhar.
O treinador encarnado destacou que a equipa atravessa um bom momento, frisando, porém, que ainda está longe de atingir o nível pretendido. "Ainda temos muito, muito a melhorar como equipa", afirmou, reforçando que o processo de crescimento continua.
O técnico dos encarnados abordou ainda a evolução de vários jogadores, confirmou que Bah continua indisponível e voltou a destacar a mentalidade do grupo, mostrando-se "orgulhoso" do compromisso e da capacidade de trabalho demonstrados pelos atletas desde o início da temporada.
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No momento em que se encontra a equipa, com muitos jogos e pouco tempo de preparação entre cada um deles, pergunto-lhe: que abordagem é que teve a este jogo com o Gil Vicente e que principais desafios espera encontrar?
Em primeiro lugar, em relação ao Gil Vicente, um adversário de qualidade. Uma equipa que não vem de um bom resultado em casa, nós sabemos, mas começou bem a época. Uma equipa que tem sofrido muito poucos golos também. Percebe-se perfeitamente, uma equipa que começa a ter os princípios bem definidos e que tem qualidade no seu jogar, que tenta ter sempre uma boa organização, quer com bola, quer sem bola. Com jogadores nos corredores, no momento ofensivo, com jogadores de qualidade, jogadores no um contra um também fortes. Uma equipa que prepara bem esse momento, tenta levar o jogo para esse momento em que tem jogadores fortes nos corredores, situações de um contra um no último terço. Portanto, é uma equipa que nos pode criar problemas e nós temos de estar preparados para isso. Antes do jogo com o Moreirense, disse que era um campo que exigia de nós perto da nossa melhor versão, e não fugirá à regra o nosso jogo de amanhã [domingo] contra o Gil Vicente. Uma equipa que tem qualidade, e nós, estando em casa, jogando em casa, vindo de um bom momento, teremos de manter o foco, teremos de manter, se possível, a mesma qualidade, mas, acima de tudo, os mesmos princípios como equipa. A qualidade virá por consequência, se nós conseguirmos ser fortes em muitas questões básicas que, para nós, são fundamentais no nosso jogar, naquilo que é o nosso compromisso com a nossa ideia, o nosso compromisso com aquilo que são os princípios que queremos para o jogo, a atitude competitiva. Desde o primeiro minuto, tentar ganhar duelos e depois, naturalmente, colocar, ou tentar colocar, uma qualidade no jogo que nos permita ver a nossa equipa jogar da forma como queremos. Mas há sempre um adversário do outro lado que nos vai tentar bloquear em alguns momentos, tapar os caminhos. Conhecem-nos, analisam-nos também. Nós temos de ter a capacidade de o fazer. Em relação à preparação e ao tempo de preparação, é o que é. Nós sabíamos que íamos ter este jogo a meio da semana com o Moreirense, sabíamos que íamos ter um calendário bem preenchido. Os últimos 15 dias têm sido assim, mas nós começámos praticamente desde o dia 23 de julho a fazê-lo e acho que só tivemos uma ou duas semanas completas para preparar jogos. De resto, tem sido sempre isto. Aconteceu novamente depois do jogo com o Moreirense. Naturalmente, descanso na quinta, e desde sexta-feira a trabalhar forte para que possamos amanhã [domingo] ser iguais a nós mesmos, tentar ganhar o jogo, conseguir os três pontos, que é o nosso grande objetivo.
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"Desde sexta-feira a trabalhar forte para que possamos amanhã [domingo] ser iguais a nós mesmos, tentar ganhar o jogo, conseguir os três pontos, que é o nosso grande objetivo"
Marco Silva
No jogo com o Moreirense, Prestianni esteve mais uma vez em destaque, mais um grande golo. Fala-se agora na seleção argentina. Pergunto-lhe se acredita que é um jogador que encaixa precisamente na seleção argentina, se merece ser chamado. Outro tema: podemos esperar que Echeverri some minutos frente ao Gil Vicente?
Em relação à seleção argentina: sou treinador do Benfica, não vou estar a fazer nenhum comentário. Terão de ir perguntar ao selecionador ou esperar pela convocatória, tão simples como isso. Não é algo sobre o qual eu possa ter algum controlo e a minha opinião ficará para mim, pelo respeito que tenho por todos os treinadores e selecionadores. Nós estamos aqui para tornar os jogadores do Benfica melhores, tentar ajudar a que o seu talento possa vir ao de cima. Simplesmente isso. Para já, é a minha obrigação e é algo que nós controlamos e em que despendemos energia. Depois, serem ou não convocados, poderemos ficar mais satisfeitos ou menos. Como clube grande que somos, naturalmente se tivermos os nossos jogadores selecionáveis e a jogar nas seleções, por um lado, ficamos tristes por não os ter connosco, por outro lado acaba por ser um motivo de orgulho para o Clube. Esperar para ver o que irá acontecer. O que me interessa é que ele mantenha o foco naquilo que o fez chegar aqui neste momento. Se ele está a jogar como está é porque trabalhou. Já disse mais do que uma vez: desde o primeiro dia em que cheguei ao Benfica, ele trabalhou de uma forma exemplar naquilo que é a aplicação, naquilo que é a atitude, o compromisso com o treino. E depois, porque tem talento, consegue expressar o seu futebol nos jogos. Mas, antes dos jogos, vem muito do que é o trabalho que tem de ser feito por um profissional de futebol. E ele, nesse aspeto, independentemente de ter 20 anos, desde a primeira hora conseguiu fazê-lo. E eu já disse mais do que uma vez: mesmo sabendo que não ia jogar os primeiros jogos oficiais da época, conseguiu fazê-lo e muito bem. A segunda parte da questão... Como outros, [Echeverri] chegou mais tarde. Está a adquirir... falámos há pouco, pouco tempo para treinar, viagens em cima de viagens. Para o jogo na Madeira decidimos não o levar connosco. Tinha acabado de chegar e era importante para ele ficar a treinar, ganhar condição. No último jogo já esteve connosco no banco. Está a adquirir algo que é muito importante para nós, que são as nossas dinâmicas, conhecer aquilo que são os seus colegas, os posicionamentos que nós queremos. Independentemente daquela posição onde ele joga, é tudo muito claro para ele, porque é uma posição que, apesar de ser muito jovem, tem feito também nos clubes por onde tem passado. Na última etapa, nos últimos seis meses, a equipa onde estava jogava quase com dois avançados e ele era um dos avançados. Mas é um jogador claramente para jogar naquela posição de médio-ofensivo na nossa equipa e, a seu tempo, terá a sua oportunidade. Iremos ver se será agora, se será mais para a frente. Com muitos jogos, o tempo de treino é curto, mas está preparado se tiver de ir para dentro do campo para ajudar a equipa.
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"Em relação ao futebol, ou avaliar aquilo que é o futebol, no final da época é que se fazem as contas e que se vê quem é que foi a melhor equipa em Portugal. Será muito competitivo"
Primeiro queria perguntar-lhe se Alexander Bah já está disponível para ir a jogo amanhã [domingo]. Na última conferência, o Marco falou sobre a possibilidade de jogar com Schjelderup e Prestianni juntos e foi o que acabou por acontecer com o Moreirense. Sudakov ficou no banco e a dupla deu muito bons sinais, entendeu-se bem. Nesse sentido, pergunto-lhe se a hierarquia começa a ficar definida na sua cabeça.
Em relação ao Bah, não estará disponível para amanhã [domingo]. Tem vindo a recuperar bem. Feliz por já o ver no campo a fazer trabalho individual. É importante para nós conseguir ter todos os jogadores disponíveis num momento de tanta densidade de jogos. É sempre importante ter. É um jogador que vinha a ter um arranque muito bom de temporada, estava bem fisicamente e estava a ajudar a equipa. Portanto, é bom vê-lo a treinar individualmente. Para este jogo ainda não estará disponível. Em relação à questão do Prestianni ter jogado mais por dentro, eu já vos tinha dito que era uma possibilidade. Já o tinha feito, não de início, mas já o tinha feito no decorrer de alguns jogos. Como eu vos disse quando me perguntaram sobre o seu momento, é um jogador que está num muito bom momento. Um jogador que, nos últimos meses, tem jogado muito mais sobre o corredor direito. Connosco começou a jogar sobre o corredor esquerdo, não tantas vezes no corredor central, mas eu sabia que ele tem essa capacidade. Cresceu também a jogar naquela posição em muitos momentos. Naturalmente, sem bola, terá de continuar a trabalhar para perceber aquilo que queremos no momento defensivo naquele posicionamento. Mas sim, para aquilo que queríamos para o jogo, para a estratégia que tínhamos para o jogo, teve um impacto muito grande. Tem tido sempre, mas teve novamente numa zona mais central, com algumas permutas com o Andreas [Schjelderup]. Por exemplo, no golo do Andreas, é ele que está por fora e o Andreas que está por dentro. Portanto, é a dinâmica que queremos na equipa e fiquei muito satisfeito. Já tinha dito que o impacto que ambos tiveram no jogo na Madeira foi bom, em 30 minutos, ou muito bom. Depois são os sinais. Eu estou aqui para tomar decisões daquilo que é o melhor para a equipa, sempre. São as respostas que os jogadores dão, quer no treino, quer no jogo. E a resposta foi muito boa. Mais uma vez, foi muito boa no último jogo. Quanto às hierarquias, não há essa questão. Eu percebo a vossa questão. Eu não crio hierarquias. Os jogadores sabem que, a qualquer momento, podem estar lá dentro, como a qualquer momento podem estar noutro lado. E têm de estar preparados para isso.
Eu pergunto-lhe se, para si, neste momento, o Benfica é a equipa que pratica melhor futebol em Portugal. E depois, João Palhinha é uma aposta pessoal sua e teve um impacto imediato. Os adeptos adoram o jogador, os adversários falam também de Palhinha. Foi uma aposta, é uma aposta ganha da sua parte?
Em relação à segunda parte da questão, o Palhinha não é uma aposta pessoal minha. O Palhinha é uma aposta do Benfica. Ponto final. Aqui não há apostas pessoais da pessoa A, B, C ou D.
Mas teve a sua indicação, uma vez que o Clube não contrata jogadores que o treinador não quer.
Às vezes vocês dizem que os clubes contratam sem o treinador querer, vocês às vezes dizem que o treinador também quer, outras vezes não quer. Vocês têm toda a informação. Vocês vão dizendo o que acham que é o melhor, ou as informações que têm, respeitando muito aquilo que é o vosso trabalho. O Palhinha, como qualquer outro jogador, é uma aposta do Benfica. E, se o Benfica o decidiu contratar, cá estamos nós para tirar o máximo rendimento dele. Eu percebo a questão. É um jogador que já esteve comigo. É um jogador que eu, quando estava noutro clube, contratei para Inglaterra. Foi a primeira experiência que teve fora, que lhe permitiu jogar a um nível muito bom e ser contratado por um grande clube como o Bayern Munique também. E, neste momento, outro grande clube da Europa contratou-o, que é o Benfica. Foi uma aposta do Benfica, não pessoal de ninguém. Tão simples como isso. Em relação ao futebol, ou avaliar aquilo que é o futebol, no final da época é que se fazem as contas e que se vê quem é que foi a melhor equipa em Portugal. Será muito competitivo. É um campeonato muito competitivo, um campeonato difícil, com quatro equipas muito fortes, com as outras equipas a crescerem, com qualidade. Eu não vou por esses caminhos. Não vou. Eu tenho um respeito muito grande por todas as equipas.
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"Tenho de dar os parabéns aos jogadores pela mentalidade que têm demonstrado, pela sua capacidade de trabalho. E eles sabem. Eu tenho-lhes dito várias vezes, mas eles são os próprios a saber que ainda estamos num começo"
Completam-se hoje três meses da apresentação como treinador do Benfica. Na altura disse que queria uma equipa dominadora e a praticar um futebol atrativo. Penso que o último jogo terá sido um bom exemplo do que deseja. O que lhe pergunto é: o que é que o satisfez mais neste caminho e em que é que a equipa ainda tem de melhorar?
A equipa ainda tem muito, muito a melhorar. Eu disse aos jogadores, após o último jogo, quando lhes dei os parabéns pela boa exibição que tivemos, mais uma vez num relvado muito complicado para se jogar futebol. Pela solidez com que jogámos, com bola e sem bola, pela acutilância que conseguimos ter no jogo, jogando fora de casa, que nem sempre é fácil, e conseguimos ser uma equipa acutilante, não marcando cedo e continuando à procura do golo, foi uma exibição boa da nossa equipa. Eu, no final, nem sempre falo. Umas vezes falo, outras não falo. Vou gerindo da forma que acho melhor. Mas dei os parabéns aos jogadores por isso mesmo, porque íamos também ter folga no dia seguinte e optei por dar logo feedback. E disse-lhes isso mesmo: parabéns. Foram simplesmente mais três pontos, mas estava muito satisfeito com aquilo que foi o comportamento da equipa. A nossa qualidade com bola, a nossa capacidade sem bola, o nosso momento de reação. E disse no final do jogo, na conferência de imprensa: quando nós temos cantos ofensivos e fazemos recuperações já no meio-campo defensivo com o Rafa, com o Pavlidis, com o [Jhon] Durán a levar um amarelo, numa falta tática e coisas do género, quando perdemos a bola e são os nossos avançados os primeiros a reagir, e muitas vezes a estar em momento defensivo, isso deixa-me orgulhoso. É um princípio que eu quero na nossa equipa. Para não sofrermos e para sermos uma equipa sólida, começa nos jogadores da frente, como, para construirmos bem o nosso ataque, começa muitas vezes no guarda-redes. E isso é um princípio muito bom. Eu dei-lhes os parabéns. Mas, ao mesmo tempo, também lhes disse que há um caminho muito longo para nós. Muito, muito longo. Estamos no início da temporada. Duras batalhas estão para vir e a próxima é já com o Gil Vicente. Temos muito de melhorar como equipa. Ainda estamos a integrar jogadores. Há bocado perguntaram-me do Claudio Echeverri, que ainda não conhece todos os nossos princípios. Tentei dar alguns minutos ao Souffian [El Karouani] como lateral-esquerdo no último jogo, porque ainda tem muito que perceber daquilo que são as nossas dinâmicas e melhorar. Há muita coisa para melhorar. Quem está a jogar também tem muita coisa para perceber ainda dentro daquilo que é o desenvolvimento normal de uma equipa. Portanto, estamos longe, longe, longe daquilo que queremos. Mas estamos satisfeitos, não há que esconder. E, por isso mesmo, orgulhoso daquilo que tem sido o comportamento dos jogadores, o mindset deles para estarem sempre preparados para ouvir, para perceber o que nós queremos, para entender aquilo que são as dinâmicas que nós queremos para a equipa. Só se eles vierem com a abertura total em termos mentais é que isso é possível. E depois não há que esconder: a esta dimensão, se os resultados não ajudarem, por vezes torna-se mais difícil. Portanto, um longo caminho ainda para nós. Estamos no início de um processo. Eu disse na semana passada aqui: se olharem para aquilo que era, por exemplo, a linha defensiva do Benfica que jogou mais no ano passado, vejam quantos jogadores não estão cá. Há muitos jogadores que mudaram naquela linha defensiva. Dois que tivemos de vender, um que acabou o contrato e saiu. Portanto, há muitas diferenças e demora o seu tempo até que tudo esteja a caminhar dentro da ideia que nós queremos. Mas aqui tenho de dar os parabéns aos jogadores pela mentalidade que têm demonstrado, pela sua capacidade de trabalho. E eles sabem. Eu tenho-lhes dito várias vezes, mas eles são os próprios a saber que ainda estamos num começo. Estamos só no princípio de setembro. Parece que já começámos há muito tempo – e, na realidade, começámos, porque começámos a competir em 23 de julho –, mas ainda há muito por vir e muitas batalhas.
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"Nós queremos ser sólidos. Queremos ser compactos. Queremos jogar o futebol que nos caracteriza. Queremos mostrar uma identidade. Isso é muito importante para nós, mostrá-la e não termos receio de a ter"
Já aqui revelou que Bah não está disponível para o jogo de amanhã [domingo]. Banjaqui vai manter a titularidade contra o Gil Vicente? E, por outro lado, é hoje noticiado o interesse do Benfica em renovar o contrato com Samuel Soares e com Trubin. Aproveitava esta oportunidade para lhe perguntar como é que está a situação da baliza, se o Samuel Soares vai manter-se como titular da baliza do Benfica ou se admite, por exemplo, dar a titularidade ao Trubin nos jogos das Taças ou até mesmo já na quinta-feira frente ao Milan.
Eu admito, e é assim que eu penso, que o Trubin pode jogar a qualquer momento em que nós necessitemos e a decisão passe por ele. Tão simples como isso. Da mesma forma que decidimos começar com ele e depois entrou o Samuel [Soares], poderá acontecer o oposto. Temos três guarda-redes. Eu já disse aqui mais do que uma vez que é um guarda-redes em quem nós acreditamos muito, o Diogo [Ferreira], que tem vindo a jogar mais na equipa B. Um guarda-redes que está a dar os passos certos para vir a ser um guarda-redes de grande futuro. E depois o Samuel e o Trubin. Não temos de dar uma Taça ou outra competição só por dar. O Trubin, quando for o momento de jogar, estará pronto para jogar, porque ele tem treinado nesse sentido. E isso é o que eu quero. Em relação às renovações ou às possíveis renovações, não vou fazer comentários. Se houver alguma coisa oficial da nossa parte, iremos comunicar quando for o momento. E, na questão do Banjaqui, jogou o último jogo. Tínhamos várias soluções, como eu vos falei aqui também antes do jogo. Continuamos a ter essas soluções. Jogadores para adaptar que já fizeram, e muito bem, essa posição. O Fredrik [Aursnes] é um bom exemplo disso. O Tomás [Araújo] já o fez. Temos alguns jogadores para adaptar lá também, como fizemos na Madeira durante o jogo [com o Marítimo]. E o Banjaqui é a solução, como eu vos disse também, mais direta. Depois compete-me a mim decidir. Terão de esperar por amanhã [domingo].
O Benfica tem apresentado uma produção ofensiva muito forte e tem apenas três golos sofridos até agora no Campeonato. Esta dinâmica entre a produção ofensiva e a solidez defensiva é aquilo que pretende que seja o Benfica nesta época?
Sem dúvida. Fala-se muito da questão de jogar bem, jogar mal, jogar ofensivo ou não. Não há nenhuma equipa que consiga ganhar em competições longas, nenhuma equipa que o consiga fazer se não for sólida, se não for uma equipa competente em todos os momentos do jogo, ou na grande maioria dos momentos do jogo. Isso para mim é claro. Não há só um caminho para se ganhar, não há só um caminho para se ser competitivo e para mim é muito importante. Nós só podemos ser uma equipa, ou qualquer equipa que queira ter a mentalidade de colocar muitos jogadores à frente da linha da bola, colocar muitos jogadores no processo ofensivo, só poderá ser forte nesse momento se estiver preparada para o outro momento. Portanto, não há volta a dar. Se não estivermos preparados para os melhores posicionamentos para perder a bola, ou para uma possível perda de bola, se não formos uma equipa capaz nesse momento... Eu dei há bocado o exemplo da reação dos nossos jogadores mais da frente quando a perdemos. É impossível uma equipa ser – isso é uma ilusão – muito ofensiva se não for depois sólida o suficiente, porque depois vai ter dissabores numa temporada muito longa, como é qualquer uma em que jogas um campeonato nacional. Portanto, para mim é claro. Falou dos três golos que sofremos. Dois deles num jogo muito atípico em que não devíamos ter sofrido. Eu falei aqui na altura, quando sofremos aqueles dois golos, que temos de assumir a nossa culpa nisso mesmo e trabalhar para que não aconteça novamente, porque foram dois momentos completamente evitáveis da nossa parte. Independentemente do jogo, criámos oportunidades suficientes para fazer seis ou sete golos, mas a realidade é que, se não tivéssemos sofrido dois golos, era mais do que suficiente para ganhar um jogo em casa. E o outro golo, e nós estávamos a passar um pouco por isso em alguns momentos, foi o que sofremos com o Estoril em casa, praticamente no único remate do Estoril à nossa baliza. Aconteceu-nos em alguns momentos isso mesmo. Não concedíamos muito aos adversários e eles acabaram, num ou noutro momento, por fazer. Em dois momentos de bola parada no jogo com o [Académico] Viseu. Mas é o que é. Temos vindo a ser sólidos. A equipa não tem permitido muita coisa. Vai haver momentos em que vamos permitir, porque temos adversários de qualidade à nossa frente. O Gil Vicente é o nosso foco total neste momento e é uma equipa capaz de nos criar problemas. Digo-vos já que é uma equipa que tem jogadores capazes, é uma equipa que tem jogadores fortes no momento ofensivo, jogadores fortes nos corredores. E nós queremos ser sólidos. Queremos ser compactos. Queremos jogar o futebol que nos caracteriza. Queremos mostrar uma identidade. Isso é muito importante para nós, mostrá-la e não termos receio de a ter. Mas depois temos de ser fortes nos outros momentos. Porque não há só uma mentalidade ofensiva. Há uma mentalidade de uma equipa que tem de ser forte em ambos os momentos. E, para mim, isso é muito importante. Por vezes, mais importante do que fazer três ou quatro golos, para mim acaba por ser muito importante não os sofrer. Depois, se pudermos marcar mais, melhor. Mas não sofrer é fundamental.













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