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Camisola Principal Benfica 26/27

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Edição de sexta-feira, 4 de setembro 2026

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Benfica Glorioso
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"É importante termos a capacidade de ganhar jogos como este"


 

O Benfica venceu o Marítimo (0-3), neste sábado, 5 de setembro, na Madeira, e somou mais 3 pontos na Liga Betclic. No rescaldo do encontro, Marco Silva considerou o triunfo inteiramente justo, destacou a forte entrada da equipa e a capacidade demonstrada para responder às dificuldades impostas pelo adversário e pelo estado do relvado.

Na entrevista rápida à Sport TV, o treinador das águias destacou a entrada forte do seu conjunto frente ao Marítimo, considerando que a equipa cumpriu aquilo que havia preparado para o encontro. O treinador lamentou, no entanto, as condições do relvado, que entende não serem compatíveis com a qualidade que o Campeonato português pretende apresentar.

"Entrámos muito bem, a fazer o que tínhamos planeado. Há que dizer: um campo horrível para se jogar futebol, onde é quase impossível jogar. Dar os parabéns aos nossos adeptos, em primeiro lugar. Um grande ambiente, um bom ambiente no estádio, um ambiente que apoia a equipa do Marítimo, um estádio com o ambiente certo, um apoio à equipa da casa, uma bancada do nosso lado esquerdo num total apoio ao Benfica, em que isso se sentiu realmente. Muito bom ambiente. Infelizmente, num relvado onde não se pode jogar futebol. Tenho de o dizer. Não tem nada que ver com o Marítimo, neste caso. Tem que ver com a Liga ou com a Federação. Estamos em pleno começo de campeonato e jogar-se futebol nestes estádios não faz bem ao Campeonato português. Queremos defender o Campeonato português. Não tem nada que ver com o Benfica, com outro clube, nem com o Marítimo. Tem que ver de uma forma geral. Acho que é importante realçar isso. E, como ganhámos o jogo, não soa a desculpa. É importante vermos isso. Se queremos que o nosso Campeonato atinja outro nível – e hoje estádio cheio, num ambiente muito bom –, proporcionem-se as condições para que os jogadores joguem futebol, quer de uma equipa, quer da outra. Muito boa entrada da nossa equipa, claramente. Uma entrada como nós queríamos, a comandar o jogo, a criar dificuldades ao nosso adversário. Fizemos um golo e acho que estivemos muito bem até à lesão do Bah. Até à lesão do Bah, muito, muito bem. Depois eles alteraram um pouco a pressão. Os dois da frente, começaram a ter mais um a marcar o nosso jogador da posição 6, o João [Palhinha] neste caso, e nós só tínhamos de fazer a bola andar mais rápido, se possível, num campo difícil. Começámos a dividir muito o jogo, a dividir muitas bolas, a perder algumas bolas na nossa construção, sem necessidade, porque a pressão quase não existia. E mais por culpa nossa, sinceramente, nós começámos a perder algumas bolas, houve algumas transições. Eu não me lembro de uma oportunidade de golo do Marítimo o jogo todo. Esta é que é a verdade. Tirando o livre lateral, na 2.ª parte, numa falta do Tomás [Araújo], não há nenhuma oportunidade de golo. Mesmo essa não é uma oportunidade, é um lance perigoso. Ao intervalo falámos um pouco, alterámos, e eu acho que o jogo praticamente terminou quando fizemos a outra alteração com o Circati e o Andreas [Schjelderup]. O Andreas teve um impacto muito grande, o Circati deu segurança no corredor direito e, a partir daí, estabilizámos muito mais a equipa. Alterámos um pouco a posição do Leandro [Barreiro] também na 2.ª parte para nos dar um pouco mais de equilíbrio ao lado do João [Palhinha]. A partir daí, acho que a equipa claramente tomou conta do jogo. O segundo golo ajudou a isso e depois, a partir daí, comandámos o jogo e fizemos mais um excelente golo pelo Prestianni", analisou.

Marítimo-Benfica-30

A lesão de Alexander Bah obrigou a uma alteração prematura na estrutura encarnada. Marco Silva explicou que a entrada de Kamiński resultou da vontade de preservar o plano de jogo inicialmente definido para a partida.

"Tem que ver com o plano estratégico que tínhamos. Como vocês sabem, optámos por dar jogo ao Banjaqui, que vinha de lesão, e quisemos que o Banjaqui estivesse nesta tarde a jogar [na Equipa B], porque nós vamos necessitar que ele esteja ao seu melhor nível. Essa foi a decisão de ele jogar esta tarde, pois vinha de lesão. Nós tínhamos duas soluções: ou mantínhamos, em termos estratégicos, o Rafa a jogar por dentro e dávamos o corredor a um lateral mais ofensivo. Neste caso, a questão do Kamiński. Tem treinado lá algumas vezes, temos vindo a trabalhar com ele naquela posição também, porque é uma posição que, numa linha de três, ele faz na seleção polaca também. Nós já o vimos a fazer várias vezes. Nós estávamos praticamente a construir sempre a três, a jogar a três, e era para lhe darmos o corredor e continuarmos com o Rafa por dentro. Essa foi a decisão que tomámos. Poderíamos tomar uma opção um pouco mais conservadora, por um central que pode jogar a lateral-direito, mas íamos alterar aquilo que era o nosso plano estratégico para o jogo. Optámos por não o fazer. Daí termos colocado o Kamiński", esclareceu.

Autor de dois golos, Leandro Barreiro voltou a surgir em zonas de finalização. Questionado sobre uma eventual influência da titularidade de João Palhinha nesse posicionamento, Marco Silva rejeitou essa associação, assegurando que o papel do internacional luxemburguês se mantém inalterado.

"Se analisarem todos os jogos do Benfica até hoje, vejam quantas vezes o Leandro [Barreiro] esteve dentro da área. Acabou por fazer dois golos. Qual é a influência que o João [Palhinha] tem num golo de bola parada que fazemos num canto e em que o Leandro faz o segundo golo? Qual é a influência que o João tem nisso? Não tem absolutamente nenhuma. E depois o posicionamento do Leandro, posso-vos garantir que não alterou um centímetro daquilo que tem sido com o Enzo [Barrenechea] também lá. Aliás, na 2.ª parte até colocámos o Leandro um pouco mais baixo, para fazer praticamente um segundo médio com o João, porque estávamos a sentir que tínhamos de acalmar o nosso jogo. Eu percebo a questão, mas não tem nada que ver uma coisa com a outra, na minha opinião", sustentou, antes de seguir para a conferência de imprensa.

Marítimo-Benfica-46

Análise do jogo e estado do relvado
"Em primeiro lugar, realçar o ambiente muito bom no estádio, não só em relação à nossa equipa, mas também em relação à equipa do Marítimo. Um ambiente bom para se jogar, um ambiente de jogo de futebol a sério, de um grande apoio à equipa da casa, com aquela bancada por trás da baliza totalmente a apoiar a nossa equipa e isso sentiu-se. Naturalmente, acredito que os jogadores do Marítimo também tenham sentido. Para nós é muito importante sentir esta ligação entre os adeptos e a equipa. Excelente a sensação no final do jogo, com a nossa vitória totalmente justa e com aquela energia que foi passada, mais uma vez, pela nossa massa adepta. Pena, e torno a referir, o estado em que se jogou futebol, o estado do relvado, porque realmente é muito mau. Acho que vendemos muito mal aquilo que temos de bom. Temos muitas coisas boas e uma delas é o futebol e a forma como se trabalha em Portugal, e poderíamos vendê-lo de uma forma muito melhor. Nada que ver com o Marítimo, claramente. São outras questões. De uma forma geral, não estou a falar do Marítimo. Fez-nos a vida difícil. Uma vitória totalmente justa. Não me lembro de uma defesa do Samuel [Soares] em todo o jogo. Tem um livre lateral minimamente perigoso, já na 2.ª parte, passou na frente da baliza, mas nada de perigo naquele momento. Foi um jogo totalmente controlado. Uma entrada muito forte da nossa equipa, em que conseguimos claramente impor o jogo da forma que queríamos. Fizemos um golo e, diria, até à lesão do Bah, tivemos completamente o jogo controlado, sempre em cima do adversário. O Marítimo, a espaços, a tentar uma ou outra transição, uma ligação direta no seu avançado, mais para depois, a partir daquele momento, segurar ou pentear para a entrada dos jogadores que vinham de uma segunda linha. Nós fomos controlando minimamente bem. Após a lesão, deixámos de controlar tanto o jogo. Começámos a dividir mais, a perder bolas mesmo sem pressão. O Marítimo alterou um pouco a pressão. Primeiramente estavam com dois na frente e alteraram para um mais um, para ter um jogador mais perto do nosso jogador da posição 6, do João [Palhinha]. E nós só tínhamos de circular a bola mais rápido, mesmo sendo difícil neste relvado, circular mais rápido a bola e iríamos encontrar os espaços que queríamos. Começámos a dividir muitas bolas por dentro, com o relvado difícil, e fomos perdendo algumas bolas. Isso deu algum alento ao Marítimo para, em transições, chegar mais perto da nossa baliza, independentemente de não terem criado perigo."

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Ajustes táticos e impacto das substituições
"Na 2.ª parte alterámos um pouco a posição do Leandro [Barreiro] para estar um pouco mais perto do João, para não termos tanta gente na última linha e podermos acalmar um pouco mais o jogo. Foi isso que fomos fazendo e controlámos a 2.ª parte toda. Concordo, a entrada do Circati e do Schjelderup teve um impacto muito grande. O nosso segundo golo, da forma como marcámos, numa situação trabalhada, também é muito importante fazê-lo. Em jogos como este, em que está difícil, e mesmo quando não estão, a bola parada tem uma grande influência e cada vez maior. É por isso que também trabalhamos da forma como trabalhamos e fazemos os jogadores entenderem que são momentos que podem decidir o jogo. Esse golo, com a entrada dos dois jogadores, foi fundamental para nós. Um grande impacto dos jogadores que vieram. Neste caso, o Schjelderup e, quando alterámos a posição do Prestianni... São jogadores que ligam muito bem, são jogadores que se entendem muito bem dentro do campo. Depois, o Circati deu-nos um pouco mais de segurança no corredor, um jogador um pouco mais posicional. Alterámos a estratégia porque já não tínhamos o Rafa no corredor direito. O Kuba [Kamiński] deu largura e, a partir daí, a equipa ficou equilibrada de outra forma, se assim posso dizer. E controlámos o jogo até ao fim, para finalizar com um grande golo do Prestianni."

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Ambiente no balneário e competitividade do plantel
"Uma boa energia, um ambiente positivo. Eu sinto os jogadores a lutarem pelo espaço, os jogadores a lutarem forte para que o Benfica vença e, ao mesmo tempo, a lutarem também para manter a sua posição na equipa. E, quem está por trás, a lutar para chegar. É assim que se fazem os bons grupos e é assim que se faz com que o treinador tenha dúvidas. Não há lugares garantidos. O importante é fazer o treinador ter dúvidas, porque não há só onze. Se tivermos só onze, não vamos ganhar de certeza absoluta nada. Vamos ganhar alguns jogos, mas não vamos ganhar absolutamente nada. Portanto, é importante termos os 26 jogadores todos juntos, uns mais satisfeitos do que outros, mas todos juntos e todos a lutar pelo mesmo. Uma vitória difícil, num campo difícil. É importante termos a capacidade de ganhar jogos como este, onde não é possível jogar sempre tão bem, de uma forma tão continuada como temos tido neste princípio de época. Termos a capacidade de lutar, de manter a baliza a zero quando temos de manter a baliza a zero, de ganhar sem ser de uma forma espetacular. É sempre importante, e os jogadores sentem isso. Preparámos o jogo para algumas questões que nos podiam ser colocadas, e uma delas era o estado do relvado. Não o podemos esconder e, nesse aspeto, os jogadores deram uma resposta muito boa, uma atitude muito boa no jogo. Quando tivemos de jogar feio, jogámos feio. Quando tivemos de ser uma equipa sólida, também o fomos. É sempre importante ganhar, dá sempre confiança aos jogadores. O ambiente é um ambiente normal de uma equipa que tem de ganhar jogos. Nós sabíamos que esta semana ia começar com um jogo difícil. Temos uma semana de 9 pontos, como eu disse na semana passada após a vitória com o Estoril. Era uma semana que vinha para nós de 9 pontos. Os primeiros 3 já estão e nós temos de continuar a trabalhar para conseguir os outros 6."

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Lesão de Bah
"Vamos ver. É muito prematuro, para já, dizer algo. O jogador amanhã [domingo] irá começar a fazer os exames necessários para termos mais certezas. O departamento médico irá comunicar convosco quando houver mais certeza daquilo que é o estado do jogador. Neste momento, como deve calcular, tem aquela zona imobilizada. Vamos ver, a partir de amanhã [domingo], o resultado dos exames. Não é agradável. Não é uma situação em que eu possa dizer que vai estar no próximo jogo ou que não vai estar nos próximos jogos. Ainda é muito cedo. Esperemos que não seja nada de grave. É um jogador que normalmente tem uma resiliência muito grande na forma como joga, na atitude que mete em todos os treinos. Mas, pronto, é uma lesão muito específica, uma lesão no ombro. Iremos ver o que irá acontecer. Infelizmente para nós, foi num momento em que ele estava bem. Vamos ver. Temos de trabalhar com os outros jogadores que temos. Hoje foi um exemplo disso. O Banjaqui também vinha de lesão e nós decidimos colocá-lo a jogar na equipa B para ter minutos, para ter jogo. Acho que foi uma decisão importante da nossa parte para que possa estar com mais jogo nas pernas para o que aí vem."

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