Vantagem clara, mas escassa, na bagagem para a Dinamarca
Triunfo claro (3-1), mas escasso, tal o número de oportunidades criadas pelo Benfica, frente ao Aarhus, em jogo da 1.ª mão do play-off de acesso à fase de liga da Liga Europa. Nesta quinta-feira, 20 de agosto, Rafa, Barreiro e Pavlidis apontaram os golos, num duelo que fica também marcado pelos 200 jogos de Aursnes com o Manto Sagrado.
Depois de vencer St. Gallen (5-0) e Hearts (6-1), o Benfica recebeu o Aarhus, em novo duelo europeu na Luz.
Com vista a que a eliminatória ficasse bem encaminhada, Marco Silva lançou o onze que, dias antes, goleou o Casa Pia (0-7): Samuel Soares, Bah, Lenglet, Tomás Araújo, Dahl, Barrenechea, Barreiro, Sudakov, Rafa, Prestianni e Pavlidis.
Ainda havia quem tentasse fugir ao trânsito da 2.ª circular quando Rafa já fazia levantar os Benfiquistas, ainda não estavam cumpridos 2 minutos.
Toque de calcanhar de Rafa para Barreiro, com o médio a galgar metros pelo lado direito e a lançar Bah, que meteu a bola no interior da área. A defesa do Aarhus tentou afastar, mas a bola foi ter com Pavlidis, que rematou contra um defensor, fazendo com que o esférico chegasse até Rafa. Depois de ver Christiansen fazer uma grande defesa na primeira tentativa, o camisola 27, de trivela, inaugurou o marcador (1-0, aos 2').
Feito o primeiro, os encarnados foram em busca de mais. Aos 11', após várias trocas de bola, o esférico chegou a Barreiro e o médio deu para Rafa, que lançou Bah na direita. Já no interior da área, o dinamarquês serviu Pavlidis, que rematou contra um defensor. Na sequência do canto, lance polémico da Luz. Sudakov cruzou para Tomás Araújo, que cabeceou contra o braço direito de Bech. A bola perdeu velocidade e sobrou para Christiansen. O árbitro não viu motivo para penálti e mandou seguir o jogo (12').
Dois minutos depois, novamente o Benfica perto do golo, num lance que espelha bem a constante pressão que os encarnados exercem junto às áreas adversárias.
Prestianni ganhou uma bola no interior da área, tentou servir Pavlidis, mas a bola acabou por chegar até Rafa. Em excelente posição, o avançado rematou para a baliza, mas o pé de Christiansen impediu a festa (14').
Pouco depois, outra vez a formação orientada por Marco Silva a cheirar o golo. Na esquerda, Dahl recebeu a bola antes da linha do meio-campo, foi para dentro e deu para Prestianni, que, na direita, colocou no interior da área. Aí, a defesa dinamarquesa conseguiu o alívio. Em zona interior, Dahl recuperou e deu para Pavlidis, com este a tocar para Sudakov. O médio trabalhou bem e deixou para Prestianni, que, em jeito, atirou para grande defesa de Christiansen (19'). Antes da meia hora de jogo, novamente Rafa a testar a atenção do guardião do Aarhus. O avançado fintou Kahl já dentro da área e disparou de trivela para uma intervenção apertada (29').
No minuto seguinte, momento de dúvida. Bah ganhou uma bola e soltou Rafa no lado direito. O camisola 27 foi em grande velocidade em direção à baliza, trocou as voltas a um oponente e rematou para boa defesa de Christiansen. Porém, na hora do remate, Rafa foi empurrado. Nem o árbitro nem o VAR vislumbraram motivos para grande penalidade (30')...
É uma velha máxima do futebol e, aqui, aplicou-se na perfeição: tantas vezes o cântaro vai à fonte que acaba por lá ficar. Canto cobrado por Sudakov para Tomás Araújo pentear. A bola foi na direção de Lenglet, que cabeceou para um corte em cima da linha de Rosler. Na insistência, Leandro Barreiro surgiu no sítio certo para fazer o 2-0 (31'). Sem que nada o fizesse prever, tal o domínio encarnado, o Aarhus conseguiu reduzir.
Jogada pelo lado esquerdo do ataque, a bola foi colocada na área, onde Lenglet fez o corte. Porém, o esférico sobrou para Andersen, que tocou para Jorgensen e rematou para o fundo das redes (2-1, aos 36').
Numa excelente reação ao golo sofrido, Dahl bateu exemplarmente um livre na direção de Tomás Araújo, com este, em excelente posição, a atirar por cima (38').
Sempre em grande voltagem, o Benfica voltou a estar perto de marcar aos 41'. Pavlidis tabelou com Sudakov, entrou na área, enquadrou-se com a baliza e rematou para, mais uma vez, Christiansen negar o golo.
Mas o 3-1 lá haveria de chegar, através de uma grande penalidade, a castigar uma mão de Emmery, sancionada pelo árbitro após ver as imagens no VAR. Chamado à conversão... Pavlidis bateu com força e para o meio. Irrepreensível (3-1, aos 45'+2') – são já 10 golos do internacional grego em 2026/27 em apenas 6 jogos.
Com um escasso 3-1 no marcador, o jogo chegou ao intervalo.
O 2.º tempo continuou a ver o Benfica completamente instalado no meio-campo dinamarquês, mas sem um caudal ofensivo tão poderoso como na etapa inicial.
Aos 66', Marco Silva mexeu pela primeira vez na equipa, colocando Richard Ríos no lugar de Barreiro. O técnico encarnado voltou a fazer alterações aos 72', altura em que colocou Schjelderup e Jhon Durán em campo, tirando Prestianni e Pavlidis, respetivamente.
Já dentro do último quarto de hora, quase o 4-1: grande passe de Richard Ríos para Jhon Durán; o internacional colombiano recebeu e libertou Schjelderup na esquerda. Depois de trabalhar bem no interior da área, o avançado rematou para boa defesa de Christiansen (78'). Aos 82', voltou-se a pedir grande penalidade na Luz. Schjelderup lançou Richard Ríos no interior da área, este tentou ganhar posição, mas foi impedido de rematar. O médio colombiano ficou a queixar-se de falta, mas nem o árbitro nem o VAR assinalaram qualquer infração.
Pouco depois, momento para a história. Alterações nas águias e, quando a placa mostrou o número 8, Aursnes não só se estreou nesta temporada como chegou aos 200 jogos com a camisola do Sport Lisboa e Benfica. O novo capitão encarnado entrou para o lugar de Sudakov. Kamiński também foi a jogo, tomando a vez de Rafa.
Endiabrado, Schjelderup serpenteou por entre vários adversários, deu para Richard Ríos, que atirou muito forte, mas viu a bola desviar num oponente.
Com 4 minutos de tempo de compensação, as águias voltaram a tentar o 4-1 por duas vezes. Primeiro foi Dahl, bem servido por Schjelderup, a disparar para defesa apertada de Christiansen (90'+2'). No minuto seguinte (90'+3'), Schjelderup fez um passe a rasgar e Jhon Durán rematou de pronto: a bola saiu forte, mas sofreu um desvio num adversário e saiu pela linha de fundo.
Não houve tempo para mais e o Benfica leva uma vantagem de 2 golos para a Dinamarca, onde, na próxima quinta-feira, 27 de agosto, às 19h00, joga a 2.ª mão do play-off de acesso à fase de liga da Liga Europa.













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