"Retirar 60 mil pessoas do estádio não resolve problemas"
Na antevisão do Benfica -Académico de Viseu deste domingo, 9 de agosto, da 1.ª jornada da edição 2026/27 da Liga Betclic, Marco Silva lamentou a realização do encontro à porta fechada, garantindo, porém, que a equipa estará preparada para responder aos desafios que o adversário vai colocar e somar os ambicionados 3 pontos.
Abordando a ausência de público nas bancadas do Estádio da Luz, o treinador das águias assumiu que o jogo não será normal e que o espetáculo vai sair prejudicado, mostrando algumas dúvidas sobre o efeito da punição na resolução dos problemas.
"É óbvio que uma das grandes forças, para não dizer a maior força, de um clube como o Sport Lisboa e Benfica é a sua massa adepta e o apoio que tem. Quando nos retiram isso, a força será diferente. Não é agradável de todo. Não é um jogo normal. Retirar 65 mil pessoas ou 60 mil pessoas de um estádio de futebol... Se achamos que é assim que vamos resolver problemas, estamos completamente enganados. Simplesmente retira adeptos do futebol", adiantou.
"Portanto, o que se irá passar amanhã [domingo] é um jogo em que nós teremos de fazer tudo para ganhar, em que naturalmente o Académico de Viseu irá fazer tudo para ter um bom resultado também. Independentemente de perceberem que pode equilibrar um pouco mais a balança, nada melhor do que, após mais de 30 anos, o Académico de Viseu voltar à Primeira Liga, poder jogar no Estádio da Luz com um ambiente de futebol a sério. Acho que seria muito bom para eles também. Seria carimbar um regresso à Primeira Liga de uma forma bonita, como tem de ser o futebol. E eu não entendo. Retiraram isso não só ao Benfica, ao próprio Académico de Viseu, ao espetáculo", acrescentou Marco Silva sobre um tema que motivou a decisão do Benfica de convidar os seus adeptos a acompanhar o jogo na Pepsi Fan Zone, no exterior do Estádio da Luz.
Na conferência de imprensa no Benfica Campus, Marco Silva também anunciou que, mantendo a ordem da época passada, Aursnes, Tomás Araújo e Samuel Soares sobem para os três primeiros lugares da hierarquia dos capitães, face às saídas de Otamendi e António Silva. O lote fica completo com as inclusões de Lenglet e Barreiro.
Na antevisão, o treinador do Académico de Viseu, Bruno Pinheiro, referiu que espera combater o caudal ofensivo do Benfica no último jogo e referiu ainda que o facto de não haver público nas bancadas pode equilibrar mais a partida. O que lhe pergunto é: de que forma espera que o Académico contrarie o futebol do Benfica? Pode equilibrar mais o grau de dificuldade não havendo público nas bancadas? Em relação à primeira [pergunta], com a organização e com a qualidade do Académico de Viseu, que é uma das características das equipas do Bruno, irão tentar contrariar e jogar o jogo dessa forma, apresentando uma boa organização. Uma equipa com um treinador acabado de chegar, que tem uma ideia de ter bola, gosta de ver a sua equipa com uma ideia clara dentro do campo e, claramente, num 4-3-3 a tentar usar os três médios de formas diferentes, para depois tentar criar problemas ao adversário. É isso que nós esperamos deles, com bola e sem bola, atentos àquilo que é a nossa forma de jogar. E depois, irão ter uma estratégia, uma forma de tentar contrariar-nos. Neste momento, para mim, é difícil dizer qual será a forma, se irão, por exemplo, tentar pressionar-nos de uma forma diferente com um bloco mais alto. Isso, para mim, é complicado neste momento. Interessa-nos estarmos preparados para qualquer que seja a situação e a forma como o adversário irá tentar contrariar aquilo que é a nossa forma de jogar e a nossa forma de atacar e, depois, estarmos preparados para ela. Percebermos, termos a capacidade de analisar quando o jogo começar, ou durante o jogo, se alterarem de alguma forma, e, a partir daí, tentarmos implementar o nosso jogo e fazer tudo para o ganhar, que é esse o nosso objetivo. Em relação à segunda parte da questão, de não haver adeptos e poder equilibrar um pouco mais a balança, é óbvio que uma das grandes forças, para não dizer a maior força, de um clube como o Sport Lisboa e Benfica é a sua massa adepta e o apoio que tem. Quando nos retiram isso, a força será diferente. Isso é óbvio. E o Bruno, nesse caso, foi honesto, e há que o ser também. Retiraram-nos algo que é muito importante para nós enquanto clube, que é muito importante para nós, Benfica. Não é agradável de todo. A minha opinião até vai no sentido contrário. Se achamos que é com este tipo de decisões e não querendo criticar – até porque não estava cá, não estou cá há muitos anos, soube mais ou menos a história, mas não quis ir muito a fundo e não sou a pessoa indicada para falar –, mas retirar 65 mil pessoas ou 60 mil pessoas de um estádio de futebol... Se achamos que é assim que vamos resolver problemas, estamos completamente enganados. Acho que temos muitos bons exemplos pela Europa de como contrariar algumas coisas que não são boas. E, se não são boas, há que atuar diretamente. E não é interditando ou não permitindo que os adeptos estejam no estádio e que o jogo seja à porta fechada que se vai resolver o que quer que seja. Simplesmente retira adeptos do futebol. E, para quem não percebe, só faz sentido jogar futebol se estiverem adeptos. Portanto, o que se irá passar amanhã [domingo] é um jogo em que nós teremos de fazer de tudo para ganhar, em que naturalmente o Académico de Viseu irá fazer tudo para ter um bom resultado também. Acho que eles pretendiam, independentemente de perceberem que pode equilibrar um pouco mais a balança, nada melhor do que, após mais de 30 anos, o Académico de Viseu voltar à Primeira Liga, poder jogar no Estádio da Luz com um ambiente de futebol a sério. Acho que seria muito bom para eles também. Seria carimbar um regresso à Primeira Liga de uma forma bonita, como tem de ser o futebol. E eu não entendo. Retiraram isso não só ao Benfica, ao próprio Académico de Viseu, ao espetáculo. É ir por caminhos que, na minha opinião, não vão resolver nada. E é retirar a razão de nós todos estarmos aqui. Nós estamos aqui porque vai haver um jogo de futebol amanhã [domingo], e um jogo de futebol sem adeptos, na minha opinião, não é um jogo normal. E deviam-se arranjar soluções que realmente contrariassem ou combatessem aquilo que se quer combater, e não desta forma.
"Temos de perceber e ter a capacidade de analisar quando o jogo começar, ou durante o jogo, se alterarem de alguma forma, e, a partir daí, tentarmos implementar o nosso jogo e fazer tudo para o ganhar, que é esse o nosso objetivo" Marco Silva
A pergunta é um bocado da praxe em início de época. Considera que o FC Porto, por ser o campeão em título, parte como favorito ou julga que os três grandes, talvez até o SC Braga, partem um pouco em pé de igualdade para esta disputa?
Eu disse na apresentação, e ainda bem que referiu também o SC Braga, porque eu disse que teríamos, além de nós, três adversários muito competentes. Claramente, os três crónicos candidatos ao título e depois o Braga sempre muito próximo, a aproximar-se cada vez mais, com um jogar de qualidade também. Eu percebo a pergunta, percebo o cliché e pode fazer algum sentido na questão de quem esteve melhor na última temporada, quem foi mais consistente, poder levar-se por esse caminho. Eu não vou fazer nenhum comentário e nem vou entrar por aí. Naturalmente, teremos de fazer o nosso papel, e o nosso papel é concentrarmo-nos em nós, naquilo que podemos fazer e devemos fazer, e sermos competentes a cada jogo que iremos jogar.
Trubin tem sido associado a alguns clubes europeus. Como treinador, sente que a situação do jogador no mercado pode interferir com a competição pela titularidade? E amanhã [domingo] Samuel Soares vai ser titular outra vez?
Em relação à titularidade, não vos irei dizer qual será o nosso onze, não só na baliza como nas restantes posições. Irão esperar e perceber com que onze iremos iniciar o jogo. Em relação ao mercado, não tem influência nenhuma naquilo que são as nossas decisões, ou as minhas decisões enquanto treinador. Disse isso durante várias semanas, pela questão do António [Silva], e não há que ser diferente neste momento. Não tomo decisões a pensar no mercado. Enquanto forem jogadores do Benfica, e os jogadores que estarão na convocatória para amanhã [domingo] são jogadores do Benfica no momento, são jogadores que têm vindo a trabalhar e estão completamente integrados naquilo que é o nosso desafio para a época que se inicia. Um grande desafio para um clube como o Benfica, que não é campeão há 3 anos, e todo o foco tem de estar aí. O mercado, é óbvio que, enquanto estiver aberto, tem influência, não há que escondê-lo. Há sempre rumores, muita coisa à volta, mas a mim, como treinador, compete-me ao máximo conseguir ter todos os jogadores bem concentrados naquilo que são os nossos objetivos. Já tivemos três jogos oficiais e iremos para o quarto jogo oficial. Tivemos de começar mais cedo, com circunstâncias não muito agradáveis para nós, devido ao número de jogadores, jogadores no Mundial e a tudo aquilo que vocês sabem, começando a competir a 23 de julho. Neste momento, já com a bagagem destes três jogos, todo o foco está naquilo que é o jogo com o Académico de Viseu. O mercado não entra no jogo, de certeza. O mercado não vai jogar amanhã [domingo], o mercado não estará lá. Infelizmente, não estará lá a grande força do Benfica – porque nos retiraram – que são os seus adeptos. Isso é que é importante realçar, mais uma vez, porque eu acho que isto foi, parece-me a mim, tudo levado de ânimo muito leve neste tipo de questões. Mas é o que é. Em relação ao mercado, não há grandes conversas sobre ele neste momento.
"Infelizmente, não estará lá a grande força do Benfica – porque nos retiraram – que são os seus adeptos. Isso é que é importante realçar, mais uma vez, porque eu acho que isto foi, parece-me a mim, tudo levado de ânimo muito leve neste tipo de questões" Olhando para o outro lado do campo, tem neste momento três pontas de lança à disposição, independentemente da situação de Ivanovic. Vê o plantel com a necessidade de ter três pontas de lança? E, nalguns jogos, por exemplo contra equipas mais fechadas, o que acontece muitas vezes no Campeonato português, sente necessidade de ter no plantel três avançados ou, na eventual saída de um dos pontas de lança, fica satisfeito com dois?
Nós temos quatro. O Anísio tem estado desde o princípio da época connosco. Essa é que é a realidade. Na fase final da última temporada integrou o plantel principal também. Desde o início da pré-época, desde o primeiro dia, tem estado connosco, com mais minutos, com menos minutos, mas essa é a realidade. Um jogador ainda muito jovem, que precisa de jogar e terá o seu espaço – quando não jogar na equipa principal – de jogar na Equipa B. Esse será o seu espaço de evolução em muitos momentos da temporada. Neste momento, é a realidade, temos quatro. Iremos ver o que é que o mercado nos vai ditar até ao final de agosto, princípio de setembro. Se poderemos ou não jogar com dois avançados... Há sempre essa possibilidade. A maioria das vezes não será um ponto de partida, mas poderá ter de ser utilizado mesmo de início em alguns momentos, porque não? Até pelas características do Pavlidis. É sempre um jogador que pode jogar numa linha um pouco mais atrasada, quase como um segundo avançado. Não era a primeira vez que o iria fazer. Pelas características que tem poderá ser utilizado aí também. É algo que nós temos em mente, mas teremos de ter mais tempo para trabalhar. Estamos a tentar cimentar algo importante para nós, que é a nossa forma de jogar, com muitos jogadores a chegarem já atrasados, com uma equipa técnica nova. Como vocês devem compreender, é importante cimentar algo, que é a nossa forma de jogar, e, depois, a partir daí, começar a dar algumas condicionantes diferentes ao nosso jogo. E pode ser, naturalmente, com o Pavlidis numa posição diferente e depois com um dos avançados mais na posição 9.
"É importante cimentar algo, que é a nossa forma de jogar, e, depois, a partir daí, começar a dar algumas condicionantes diferentes ao nosso jogo" É o líder do balneário. Sente que há desconforto entre Trubin e as bancadas? Já disse que não fala de jogadores que não estão cá. Não fala de Palhinha. Eu pergunto se o Benfica está disponível para esperar até ao final do mercado para os jogadores que estão no mercado, como o Bayern disse, por exemplo.
O mercado está aberto. Enquanto estiver aberto, poderão acontecer entradas e poderão acontecer saídas. Tão simples como isso. Não vou individualizar um jogador ou outro. Falo dos jogadores do Benfica e essa é a minha responsabilidade neste momento, mas, temos vindo a dizer, e não vou escondê-lo, enquanto o mercado estiver aberto, essas possibilidades estarão em cima da mesa. Nós queremos estar sempre atentos. O objetivo nosso é sempre tentar melhorar aquilo que é a nossa equipa e, se pudermos fazer, iremos fazer, porque a época será longa, com muitos jogos, com muita competitividade, como dissemos há pouco, com adversários muito fortes também, que tiveram boas temporadas e que são capazes, e que mostraram também na época passada a sua qualidade. Nós queremos mostrar a nossa qualidade, focarmo-nos em nós e, naturalmente, enquanto o mercado estiver aberto, queremos estar atentos e tentar sempre melhorar a equipa, que é esse o objetivo quando se contrata jogadores. Em relação à primeira questão, não vejo nenhum desconforto do Trubin. O Trubin vem para treinar todos os dias com a seriedade que tem de colocar. É um jogador que tem características muito próprias naquilo que é a sua personalidade, mas não vejo absolutamente... aliás, não vi absolutamente nenhuma diferença do Trubin da semana passada ou no pós-jogo da última quinta-feira, se é isso que vocês querem saber. Nesse aspeto, absolutamente nenhuma diferença. Todos os jogadores gostam de jogar. Eu, se estivesse no lugar dos jogadores, também queria começar todos os jogos com a camisola do Benfica e todos os jogos a titular. Mas compete-me, depois, decidir qual será o onze. Em relação à questão de desconforto ou não, não vejo absolutamente nenhum. Nos momentos em que tenho falado com o Trubin, nunca veio à conversa nenhum desconforto da parte dele. Portanto, concentrar-se naquilo que é o trabalho dele. Sabe o que é o futebol. Nós, quando estamos no futebol, estamos sujeitos ao elogio, à crítica, ao apoio. Se eu digo que nós estamos aqui pelos adeptos, e estamos, é a nossa profissão, adoramos o que fazemos, tudo o resto, mas jogamos futebol e o futebol sem os nossos adeptos não vale a pena. Jogamos para os orgulhar, para ter vitórias, para que eles se sintam orgulhosos da equipa. E, naturalmente, quando algo acontece de menos bom – e não estou a dizer que aconteceu –, mas quando algo acontece de menos bom, temos de estar preparados também para reações por vezes um pouco mais exageradas. Faz parte da emoção daquilo que é o futebol. Depois compete-nos ter o equilíbrio necessário para aguentar quando tivermos de aguentar. E eu, neste caso, como treinador, estarei sempre aqui para apoiar os nossos jogadores em todos os momentos em que eles precisarem do meu apoio e sentir que será necessário.
"Teremos de fazer o nosso papel, e o nosso papel é concentrarmo-nos em nós, naquilo que podemos fazer e devemos fazer, e sermos competentes a cada jogo que iremos jogar" Manu Silva é, numa adaptação ao lugar, o 3.º central do Benfica, até à chegada de uma solução como pretende? Quer clarificar a hierarquia dos capitães de equipa? No último jogo foi Tomás Araújo, no próximo quem será?
Boa pergunta, eu ia-vos dizer. Já que veio a pergunta dos capitães, respondo à sua pergunta. Está definido o grupo de capitães: Fredrik [Aursnes], primeiro; Tomás Araújo, segundo; Samuel [Soares], Lenglet e Leandro Barreiro. Em relação à primeira questão que colocou, o Manu tem vindo a treinar como central. Não há que escondê-lo. Não fazia sentido para nós que pudesse entrar, que pudesse jogar como central, se não o colocássemos em alguns momentos. Não é uma posição nova para ele. É uma posição que ele é capaz de fazer, mas uma coisa é poder fazê-lo, outra coisa é ter algumas rotinas de treino que depois possam ser necessárias no jogo. Dentro daquilo que é a possível utilização dele, a 6 ou ao central, temos vindo a jogar com isso também a nível do que é o treino e, sim, tem treinado como central em alguns momentos. No último jogo colocámos um central dentro do campo e foi o Manu. Portanto, acho que responde à sua questão.
Desculpe a insistência no tema, mas que garantias a mais lhe deu Samuel Soares em relação a Trubin? No fundo, porque é que decidiu utilizá-lo?
Eu percebo a questão, mas, como deve calcular, eu não vou estar a dar explicações a si porque é que meto o jogador A, B, C ou D... É uma decisão minha. É uma decisão técnica. Se eu a tomei na quinta-feira, foi porque decidi tomar desta forma. Vamos ver qual será a decisão para amanhã [domingo] e, quando tomo decisões em relação àquilo que quero para a equipa, não vos vou anunciar porque é que o faço.
"Nós sabemos que, no final de contas, é importante ter um futebol que identifica o Clube, em que o Benfica se identifica com um futebol, e vice-versa. Essa é a nossa ideia. Mas depois não há campeões, não há títulos, não há épocas consistentes se não formos uma equipa que tenha a capacidade de manter a baliza a zero"
O Benfica, nos jogos oficiais que já fez, tem conseguido chegar com muitos jogadores à zona de finalização e também sido eficaz no momento defensivo. Voltando agora ao jogo, são características que quer vincar na equipa para esta época?
Sim, decididamente tem de ser uma das nossas características. Não o conseguimos fazer da forma como pretendíamos no primeiro jogo oficial, na Suíça. Demos passos em frente nos dois jogos e, de um jogo para o outro, o primeiro jogo, em St. Gallen, depois o seguinte jogo, conseguimos melhorar nesses aspetos, o que foi importante. Melhorámos no nosso momento de transição defensiva, claramente. E, para que consigamos jogar em meio-campo ofensivo, é uma das características que nós temos de ter e bem fortes. É um momento que pode acontecer sempre, alguns momentos de contra-ataque e podermos ser apanhados de uma forma que não estamos tão bem posicionados. E esse é um objetivo nosso: estar sempre bem posicionados, estarmos preparados para esse momento do jogo, porque nos dá coesão. Dá-nos a capacidade de ganhar em zonas mais subidas, como foi o exemplo do último jogo, principalmente na 1.ª parte, em que conseguimos fazer variadíssimas vezes. Esse é um objetivo nosso. E depois sermos sólidos. Nós sabemos que, no final de contas, é importante ter um futebol que identifica o Clube, em que o Benfica se identifica com um futebol, e vice-versa. Essa é a nossa ideia. Mas depois não há campeões, não há títulos, não há épocas consistentes se não formos uma equipa que tenha a capacidade de manter a baliza a zero e não dar muitas oportunidades ao adversário. Portanto, aqui o equilíbrio tem de ser entre as duas questões. Tem de estar sempre no nosso jogar, senão vamos ser uma equipa desequilibrada, uma equipa que não é coesa, e não é esse o nosso objetivo. Uma coisa é ter uma mentalidade de jogo que queira ser dominante. Outra coisa é depois ser uma equipa frágil em alguns momentos, como no momento de transição defensiva, ou na organização defensiva. Nós queremos ter um equilíbrio em ambas. Por isso mesmo é muito importante termos uma equipa sempre muito bem posicionada, uma equipa com capacidade de reação, com capacidade de ser agressiva naquele momento e, depois, quando estamos em zonas mais defensivas, termos essa capacidade, quer tática, quer depois de agressividade e de ganhar duelos e de ser consistente o suficiente para não sofrermos, não deixarmos o adversário criar muitas oportunidades de golo.













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