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Edição de sexta-feira, 6 de Fevereiro 2026

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"Jogo no meu clube do coração"


Há qualquer coisa em Tomás

Soares que nos remete para uma certa forma de jogar misteriosa e empolgante. Tem um dom natural e concretiza-o, em quase todos os jogos, com uma destreza e uma facilidade em marcar golos que impressiona. Mas o avançado do Benfica não deve ser caracterizado apenas pelos golos que marca, porque o seu impacto nos jogos excede largamente essa contabilidade.

Se escutarmos aquilo que ele tem para nos dizer, sobre os jogadores que lhe servem de referência, talvez fiquemos a saber mais sobre Tomás Soares do que os golos nos contam. Ao dizer que tem como referências jogadores como João Félix e Lautaro Martínez, o jovem campeão do mundo e da Europa está a dizer-nos o tipo de jogador que aspira a ser. Um avançado que marca golos, é certo, mas que procura associações em campo, que entende os segredos mais labirínticos do jogo e os decifra em códigos de conduta técnica e tática.

Nesta semana, Tomás Soares enfrentou um desafio diferente: uma entrevista em estúdio, de meia hora. No final dessa conversa no programa Protagonista, da BTV, disse que é mais fácil marcar um hat‑trick. Conhecendo a sua qualidade, acredito que estivesse a ser sincero.

Tomás Soares"O Benfica é mesmo a nossa segunda família, e, como a primeira, também não deixa que nos falte nada. Desde o início que me sinto muito apoiado por toda a gente no Benfica Campus" Tomás Soares

CHEGADA AO SEIXAL

"Cheguei ao Benfica Campus com 12 anos, vindo do CFT de Braga, onde me iniciei. Sou de Freamunde, uma terra onde existem muitos portistas, é verdade, mas também existem muitos Benfiquistas. A minha família é toda Benfiquista e eu sempre me imaginei, desde pequeno, a jogar no Benfica, porque é o meu clube do coração. Isso atenuou as dificuldades que senti, no início, com 12 anos, de deixar tudo para trás, a família, os amigos, a escola. Mas se há coisa que o Benfica faz bem é receber os novos jogadores, principalmente nestas idades. O Benfica é mesmo a nossa segunda família, e, como a primeira, também não deixa que nos falte nada. Desde o início que me sinto muito apoiado por toda a gente no Benfica Campus, e os meus pais também me ajudaram imenso, porque vinham ao Seixal todos os fins de semana. Acabou por não ser uma integração muito difícil, até porque jogar no Benfica era o sonho."

DEIXAR O BENFICA CAMPUS

"Será no final desta temporada, vou ter de deixar a academia e viver num apartamento. Vou começar a procurar algo que fique perto do Benfica Campus, os meus pais vão ajudar-me nisso, e será mais uma etapa no meu crescimento, como homem e como jogador. Já tenho 18 anos, aproxima-se aquele momento de transição para o escalão sénior, e o Benfica tem-me preparado para esse momento. Sinto que as coisas estão a ser feitas de forma a proporcionar o meu crescimento, a minha evolução. Neste ano, já joguei nos Sub-23, na Youth League, fui campeão do mundo de Sub-17, com a seleção portuguesa, e agora estou a disputar a fase final do Campeonato Nacional de Sub-19, uma competição que queremos muito conquistar e revalidar o título. No meu caso, seria ganhar, de novo, o Campeonato, já que, na época passada, também participei na conquista do título, embora fosse ainda Sub-17."

Tomás SoaresCONQUISTAR A YOUTH LEAGUE" É um desejo meu, e de todos os jogadores e da estrutura no Benfica Campus. Acho que ajudaria bastante o Clube a ser reconhecido como a melhor academia do mundo, se ganhássemos, de novo, a Youth League. E, sinceramente, acho que temos qualidade e potencial para ganhar a competição. Temos uma geração de bons jogadores, com muito talento. Sei que há quem diga que a nossa geração é das melhores do Benfica Campus, mas, sinceramente, isso não nos envaidece. Pelo contrário, dá-nos a responsabilidade de lutar pela conquista da prova, mesmo sabendo que vamos encontrar equipas muito fortes, com uma fisicalidade diferente das que encontramos em Portugal. Mas é um objetivo que temos, e disputar essa competição dá-nos um traquejo muito grande."

JOGADORES DE REFERÊNCIA

"Tenho vários jogadores que me servem de referência. O João Félix é um deles, o Lautaro Martínez outro. Identifico-me com esse tipo de jogadores, porque gosto muito de marcar golos, mas também gosto de participar no jogo da equipa, assistir os meus companheiros, associar-me a eles. Seria a posição onde mais facilmente me veria a jogar na atual equipa do Benfica, a combinar com o ponta de lança. Mas também posso jogar como elemento mais avançado, e, nisso, o trabalho que o Benfica faz connosco, prepara-nos para as diferentes realidades. Já joguei como terceiro médio, já joguei como falso extremo, e são experiências que nos preparam melhor, porque nos permitem conhecer melhor o jogo."

Tomás Soares"Disputar a Youth League dá-nos um traquejo muito grande. Encontramos equipas muito fortes, com uma fisicalidade diferente das que encontramos em Portugal" OS MAIS REZINGÕES

"Acho que sou eu e o Rafael Quintas, o presidente, como lhe chamamos no balneário. Somos os mais chatos, porque estamos sempre a falar com os nossos colegas e porque nos entendemos muito bem em campo. Ele, no primeiro passe, e eu depois, a tentar ligar com o ataque. Tentamos perceber o jogo, e isso ajuda-nos a tomar melhores decisões. O Quintas tem uma forma de organizar o jogo, com um passe é capaz de orientar a equipa para o ataque, e eu, a fazer a ligação, tento aproveitar essa qualidade. Mas, como digo, há tanta qualidade na nossa equipa que se torna difícil distinguir entre uns e outros. Acho que nos completamos, como equipa e, fora dos relvados, como colegas e amigos."

BANJAQUI E ANÍSIO CABRAL

"As suas estreias na equipa principal são um orgulho para todos nós, que crescemos com eles. E são um estímulo, porque são o sinal de que, se fizermos as coisas bem, se trabalharmos bem, podemos ser recompensados com uma chamada à equipa principal. Sem precipitações, quando tiver de ser, acreditando sempre no processo e no plano que o Benfica tem para nós. Eu não estava no Estádio, quando o Anísio marcou o golo, estava a viajar de carro, e a transmissão estava um pouco atrasada em relação às notificações. Então, recebi primeiro a notificação que o Anísio tinha marcado, e só depois vi o golo. E nós, que conhecemos os dois, percebemos o que se passou naquela jogada. Que eles tantas vezes imaginaram juntos. Aquele é um golo à Anísio, e um cruzamento à Banjaqui. Ficámos muito felizes por eles, e isso é algo que nós nem precisamos de dizer, porque eles sabem. São dois jogadores com muito potencial."

Tomás Soares"Tenho a felicidade de ter jogado várias vezes acima do meu escalão, e sinto-me um privilegiado por isso, porque sinto que isso fez de mim um jogador melhor" AUTOCONTROLO

"Quando era mais jovem, quando não jogava, custava-me imenso, porque queria sempre jogar e, por vezes, reagia mal. Foi uma das coisas que fui aprendendo a lidar, com a ajuda das pessoas do Benfica. No Europeu de Sub-17 e no Mundial, não fui titular da seleção, mas esperei pela minha vez, pelo meu momento. Todos os jogadores gostam de jogar, eu não fujo à regra, mas no Europeu, acabei por demonstrar que não é preciso jogar de início para ter impacto no jogo e na equipa. Marquei 3 golos, fui dos melhores marcadores da seleção, e estar no banco é algo que aprendi que faz parte do meu processo de crescimento. Aprendi imenso no Benfica, e hoje respeito muito mais as opções dos treinadores, e foco-me naquilo que posso controlar."

VAIVÉM DO SEIXAL

"Para todos os jogadores que crescem aqui, no Benfica Campus, jogar em várias equipas do Clube, é um desafio e uma forma de nos preparar para, um dia, termos uma carreira profissional. Se hoje jogas nos Sub-23, não tens problema nenhum em jogar, a seguir, pelos Sub-19, porque sabes que faz parte de um plano que o Benfica tem para ti, e isso é mais importante do que jogar nesta ou naquela equipa. Eu tenho a felicidade de ter jogado várias vezes acima do meu escalão, e sinto-me um privilegiado por isso, porque sinto que isso fez de mim um jogador melhor. Neste momento, estou integrado na equipa de Sub-19 e a única coisa que tenho no meu pensamento é marcar golos, ganhar jogos e revalidar o título de campeão nacional."


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