"Pelos adeptos e por este grupo, gostava muito de ganhar o troféu"
No lançamento do Benfica -SC Braga desta quarta-feira, 7 de janeiro, da meia-final da Taça liga , José Mourinho garantiu que a equipa vai lutar até ao limite para superar as diversas contrariedades e carimbar um lugar na decisão da prova.
Revelando que os problemas físicos de alguns jogadores não lhe dão margem para gerir o plantel em função do calendário apertado, o treinador das águias afirmou que vai recorrer, nas opções, a jovens como Gonçalo Oliveira, Diogo Prioste e João Rego, além de apostar na titularidade de Aursnes, mesmo com o internacional norueguês a atravessar uma "situação limite".
Sobre o novo embate ante o SC Braga, que o Benfica enfrentou em 28 de dezembro, para a Liga Betclic (2-2), José Mourinho acredita que as duas equipas vão entrar em campo à procura da vitória e de oferecer um bom jogo ao público que estará nas bancadas do Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria (20h00).
Tendo em conta o quadro clínico que é conhecido de todos, e também o mês que o Benfica está a viver, de grande importância em todas as competições, há necessidade de uma nova reinvenção, ou as bases de identidade da equipa já estão solidificadas o suficiente para diluir essa necessidade de reinvenção? Há sempre necessidade, não diria de reinventar, mas de adaptar. E, principalmente, porque nos vão faltar opções em termos de rotatividade, em termos de um 2.º jogador para cada posição. Vamos ter, obviamente, de fazer aí um bocadinho de exercício. Digamos que, por exemplo, se não há António Silva e se há Tomás [Araújo] e Otamendi, obviamente que o 3.º [central] virá de baixo, neste caso o Gonçalo Oliveira. E por aí fora. Mas agarramo-nos também à Equipa B e ao trabalho que fazemos com eles. Ontem [segunda-feira], por exemplo, a Equipa B foi claramente prejudicada pelas necessidades da Equipa A. Ter de, entre aspas, obrigar o [Nélson] Veríssimo a tirar ao intervalo o Prioste e o João Rego prejudica a Equipa B, prejudicou-os naquele jogo [contra o FC Porto B], mas o Prioste e o João Rego vão estar no banco amanhã [quarta-feira] e eu não poderia fazê-los jogar 90 minutos. Portanto, dentro deste tipo de colaboração, nasce, digamos, a proteção aos problemas de lesões que temos neste momento, sem ter de reinventar grande coisa, espero eu, se as coisas ficarem por aqui, e se formos progressivamente recuperando em vez de perder mais ativos. Tentar reequilibrar as coisas, porque, como você diz, é um mês com tantos jogos que, às vezes, há um jogador que está lesionado duas semanas e não joga 2 jogos. Neste caso, um jogador que esteja lesionado duas semanas não joga 6 jogos. Portanto, não é fácil, mas vamos embora.
Em que medida, e percebemos que está bastante próximo dos jovens jogadores do Benfica, no momento atual, e face a este mês complicado de janeiro, está dependente dos jovens, e pode permitir-lhes ter mais minutos e promover mais estreias?
Como eu dizia, nós estamos numa situação em que ainda nos conseguimos equilibrar. Por exemplo, o Gonçalo Oliveira amanhã [quarta-feira] estará no banco, mas está ali, à porta. Podia dar-lhe, obviamente, mais exemplos. Sem Enzo [Barrenechea], o Prioste está à porta. Com Dahl, a porta está fechada para o José Neto entrar, mas, se eventualmente abrisse, ele está perto da porta. Temos vindo a abordar os nossos problemas praticamente sempre da mesma maneira. Se recordar o drama da lesão do Lukebakio, quando ele se lesionou, nós abordámos as coisas no sentido de 'OK, nós sabemos o jogador que ele é; OK, nós sabemos a importância que ele tem na equipa'. Nós estávamos a tentar desenvolver a equipa numa outra direção. Com a perda do Lukebakio, OK, internamente, algumas lágrimas, mas tentámos sempre passar uma ideia de que vamos encontrar soluções, e fomos encontrando soluções. Agora a coisa está, efetivamente, mais difícil. Mas com esta situação de a Equipa B jogar na 2.ª Liga, e a 2.ª Liga ser um campeonato que dá experiência aos jogadores mais jovens, dificuldades que eles não têm a jogar contra meninos da sua idade... Este campeonato da 2.ª Liga é muito bom para o desenvolvimento dos jogadores; então, quando eles vêm e têm de jogar connosco, têm uma preparação de base já muito boa.
"Este campeonato da 2.ª Liga é muito bom para o desenvolvimento dos jogadores; então, quando eles vêm e têm de jogar connosco, têm uma preparação de base já muito boa" José Mourinho
Olhando para o último jogo com o SC Braga, as equipas enfrentaram-se há pouco tempo, podemos esperar um jogo mais calculista de parte a parte, de parte do SC Braga e também por parte do Benfica, por ser um jogo único?
Eu acho que às vezes as vossas perceções de fora, que são obviamente legítimas, e muitas vezes têm como base aquilo que vocês veem quando olham para o campo, ou quando olham para a TV, mas muitas das vezes, eu diria mesmo em muitas, muitas vezes, não são coisas que os treinadores quiseram que acontecesse. Às vezes os jogos vão em direções em que os treinadores não querem que elas aconteçam. Não acredito que o SC Braga, a ganhar 2-1 ao intervalo, tenha entrado na 2.ª parte a dizer "OK, nós agora vamos só defender porque estamos a ganhar 2-1". Não acredito de todo, mas quem visse a 2.ª parte poderia pensar: "O SC Braga veio para defender o resultado de 2-1", que eu não acredito de todo que seja verdade. Da mesma maneira que se alguém disser "o Benfica, depois de ter feito 0-1, sem ter feito muito até àquele momento para fazer um golo, depois a partir dali tentou simplesmente defender 0-1 até ao final do 1.º tempo", é errado. Às vezes os jogos vão em direções que não se quer. Agora, a realidade é que isto nem sequer é um jogo a pontos, é um jogo que tem de acabar com um vencedor. Daquilo que eu conheço da equipa do SC Braga, e sem ter uma relação muito próxima com o Carlos [Vicens], mas conheço bem o Carlos e conheço o seu processo de formação até chegar a treinador do SC Braga, também não acredito que o Carlos vá ali pensar "vamos aguentar até ao minuto 90, que depois há penáltis, e penáltis é uma lotaria". Não acredito. Portanto, acho que tem tudo para ser um bom jogo. Como o jogo de Braga foi bom, acho que tem tudo para ser um bom jogo.
Apesar de ter conquistado uma Liga Europa, uma Taça da Liga inglesa, uma Supertaça, e da maior percentagem de vitórias depois de Alex Ferguson, acabou por ser despedido [do Manchester United]. E, ontem [segunda-feira], Ruben Amorim também foi despedido. Consegue entender a situação que ele passou, ou que ele está a passar? E acha que essa saída dele é um fator de pressão para os treinadores em Portugal?
A saída do Ruben um fator de pressão para os treinadores em Portugal? Não percebo porquê, mas cada treinador responderá por si próprio. Para mim, não, não sinto desse modo. A minha carreira no Manchester United, obviamente que eu a conheço bem; o motivo por que acabei por sair, também o conheço bem, mas, como eu sempre faço, ou tento fazer, quando saio de um clube, fecho a porta, ou são eles que me fecham a porta, e depois não faço comentários, não analiso muito externamente aquilo que aconteceu. Fecha-se uma porta, abrir-se-á uma outra, que foi o que aconteceu quando eu saí do Manchester United. A história ficou lá, os números ficaram lá, as três medalhas que ganhei vieram para casa, e já está. A situação que se passou agora com o Ruben neste ano e meio, mais ou menos, 14 meses que o Ruben esteve lá, é uma coisa que só o Ruben poderá analisar. Conhecendo o Ruben mais ou menos bem como conheço, acredito que o fará, ele e o seu staff. Se ele depois o fará convosco e tornará pública a sua visão da situação, já é uma coisa que eu não conheço.
"Acho que tem tudo para ser um bom jogo. Como o jogo de Braga [para a Liga Betclic] foi bom" Já falou aqui de algumas contrariedades que tem tido em termos de lesões. Bem sei também que apanhou, como se diz na gíria, o comboio em andamento. Considerando esses fatores, uma eventual conquista da Taça da Liga chegará para considerar que esta é uma boa época, ou se, no seu entender, isso não chega para considerar que o Benfica fez uma boa época?
É tudo muito hipotético. Ganhar ou não ganhar, não sabemos. Nem sequer sabemos se chegaremos à final. Se chegarmos à final, também não sabemos se ganhamos ou perdemos. Não sabemos se trazemos a taça para casa ou não. Tudo isso é muito hipotético e não gosto de ver as coisas nesse sentido, de isto será suficiente, ou isto não será suficiente. Suficiente é fazer aquilo que fazemos, que é chegar ao limite daquilo que nós temos para dar. No meu caso, como treinador, no caso dos jogadores, como jogadores, assistentes como assistentes, cada um nas suas funções dar o seu máximo, independentemente da situação ser boa, ser menos boa, ser má, ser péssima. Esse é o desafio que eu imponho sempre a mim próprio e imponho àqueles que trabalham comigo. Você faz-me essa pergunta agora relativamente à Taça da Liga, mas, mesmo depois da Taça da Liga, e, hipoteticamente, mesmo que nós a ganhemos, se fizer a mesma pergunta "OK, ganhou a Taça da Liga...", não vou conseguir. Eu compreendo a pergunta, mas tente compreender a minha maneira de ser, que não é agora, com 62 anos, 11 meses e mais alguns dias, que eu vou mudar. Não consigo ser assim.
Falou já de vários casos clínicos. No final do último jogo, disse que vai ficar sem Enzo Barrenechea durante algumas semanas. Já tem, mais ou menos, uma previsão desse tempo de paragem, e o que é que isso pode valer a Manu Silva, que vem de lesão e teve a sua primeira titularidade na Liga?
Aquilo que eu posso dizer do Enzo [Barrenechea] é que foi decidido um tratamento conservador, não um tratamento cirúrgico. Se houvesse tratamento cirúrgico, a época tinha acabado. Tendo em conta que nós precisamos dele e tendo em conta a avaliação que ele e o Departamento Médico fizeram, há boas possibilidades de ele poder recuperar de maneira não cirúrgica, de modo mais conservador, reforçando a área e tudo mais. E, nesse sentido, vamos ver: pode ser que chegue ao jogo com o FC Porto na próxima semana; se não chegar ao jogo do FC Porto, pode ser que chegue ao jogo com o Rio Ave. Mas, claramente, amanhã [quarta-feira], não, e, eventualmente, numa final no sábado, também não. Em relação ao Manu Silva, é como eu dizia, portas que se fecham, portas que se abrem. Neste momento, temos dois jogadores para aquela posição, dois jogadores já com estabilidade na primeira equipa, o Manu e o Aursnes. Podemos jogar perfeitamente com o Aursnes e não com o Manu, mas as opções estão ali. E depois o Prioste, que tem meia dúzia de minutos na equipa principal do Benfica na época passada, mas tem muitos minutos na equipa B, muitos minutos a demonstrar maturidade, a demonstrar conhecimento do jogo. Treina connosco todos os dias, é um jogador da equipa principal que vai à B, não é o inverso, e o Prioste está lá, sem qualquer tipo de problema.
"Suficiente é fazer aquilo que fazemos, que é chegar ao limite daquilo que nós temos para dar (...). Esse é o desafio que eu imponho sempre a mim próprio e imponho àqueles que trabalham comigo" Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem, deu uma entrevista exclusiva a A Bola em que defendeu a ideia de que o futebol português não está preparado para a forma como os árbitros comunicam, e também revelou que vai mandar cancelar os programas de televisão sobre arbitragem. Pergunto-lhe se concorda com essa ideia, de que o futebol português não está preparado para a forma como os árbitros comunicam. E se os problemas da arbitragem em Portugal se devem, de facto, aos programas de televisão sobre arbitragem.
O presidente dos árbitros será a pessoa indicada para fazer esse tipo de análise. Eu acho, obviamente, que o debate público encerra uma dose maior de pressão. Acho que seria muito mais fácil, obviamente, para os intervenientes no jogo. Imagine eu, treinador, imagine a minha equipa fazer um jogo horrível e perdermos. Era muito melhor para mim acabar o jogo e não ir à imprensa, por exemplo. Era muito melhor para mim que durante uma semana não se falasse sobre os erros que eu cometi, sobre os erros que a minha equipa cometeu. Portanto, obviamente, não haver debate público eu acho que, obviamente, dá maior estabilidade. Mas, por outro lado, o debate público, o confronto, as perguntas, também dão um sentido de responsabilidade diferente porque te obrigam a enfrentar as coisas, te obrigam a enfrentar os problemas que tu tiveste, os problemas que tu criaste, os problemas que te foram criados. Portanto, não sei o que é que será melhor, o que é que será pior e o que é que será melhor. Honestamente, não consigo. Eu acho que uma coisa que seria boa, e não é, obviamente, estar a fazer um autoelogio, mas é seguir a minha perspetiva de antes dos jogos os árbitros são todos bons. Não há um único árbitro que não seja bom, não há um único árbitro que não seja competente, não há um único árbitro que não seja honesto, não há um único árbitro que tu digas "este árbitro não quero". Vamos confiar neles, vamos dar confiança. Eu não estou a vender fumo, nem a fazer teatro, é verdade, é verdade. Para mim, todos os árbitros que possam apitar jogos do Benfica, para mim, são todos bons, são todos bem-vindos. Depois do jogo, em função da performance, eles são bons ou eles são maus, eles estiveram bem ou estiveram mal, e neste sentido acho que não há nada a fazer. Nós, treinadores, vamos sempre dizer "não estou contente por isto que aconteceu". Vocês, ou os programas de arbitragem na televisão, vão sempre analisar, mas depois também dá para perceber que há muitas situações que, mesmo analisadas por... alguns são experts, outros são hipotéticos experts, mas, mesmo analisadas por eles, há muitas situações em que não há unanimidade. Pode acontecer perfeitamente um penálti assinalado, e aparecem, entre 10 comentadores de arbitragem, 6 que dizem que é penálti, e aparecem 4 que dizem que não é penálti. E é neste tipo de situação que eu continuo a dizer porque é que o VAR perturba o desenvolvimento natural do jogo. O VAR ajuda. Ajuda em situações claras e inequívocas. Erro. E eu acho que nesse sentido qualquer árbitro ficará superfeliz de ter alguém que fala com ele ao auricular e que lhe diz "amigo, tu cometeste um erro inequívoco, anda cá, vais pôr as coisas no seu devido certo". O árbitro vai ver, muda a sua decisão, e saímos todos felizes. Aquilo que verdadeiramente me perturba são as situações duvidosas. E são exatamente as situações duvidosas que depois vão dar muito origem a que se fale muito durante a semana e que obviamente crie instabilidade maior nos árbitros.
"A situação do Aursnes e a situação de todos os outros, apesar de só ele estar nesta situação limite, é: vamos com tudo até onde der "É conhecido o palmarés de José Mourinho, disputou mais de 30 finais, nunca disputou a Allianz Cup. Mas a maior parte destas finais que disputou foram até 2017, diria eu.
As 2 com a Roma não contam?
Estou a dizer a maior parte.
OK [sorrisos].
Eu contabilizei todas. Mas agora, que pode estar novamente numa final de uma prova que nunca ganhou, isto reveste-se de maior importância para si, ou, para quem ganhou tanto, ganhar uma Allianz Cup é só mais uma taça?
Vem um bocadinho na sequência da resposta que eu dei ao seu colega. Eu não consigo olhar para as coisas desta maneira. A primeira é... se calhar, não jogo a final da Allianz Cup, não é? Portanto, já aí… já é um se. Depois, se jogar a final, pode ser que ganhe, e pode ser que não ganhe. Portanto, não gosto muito de ir na situação do hipotético. Que estou habituado a jogar finais, que ganhei muitas, e que perdi algumas, e que isso me dá um know-how, que isso me dá uma certa estabilidade emocional, sim, é verdade. Mas acho que não ajuda a ganhar ou a não ganhar. São coisas completamente independentes. E, depois, o facto de eu ter já ganho tanta coisa não me retira, de todo, o mínimo apetite a continuar. Eu continuo igual nesse sentido. Eu continuo igual.
Se o Benfica passar à final da Taça da Liga, terá um jogo muito próximo com o FC Porto para a Taça de Portugal. Não sei se vai ter de gerir a equipa ou não, porque o Benfica terá, caso passe [à final], 3 jogos de um grau de dificuldade muito elevado. Vai pensar no jogo de amanhã [quarta-feira] já também a pensar nesses jogos que poderá ter – a final e o jogo da Taça de Portugal –, tem de fazer alguma gestão específica? E, ainda, a questão de Aursnes. No outro dia, disse que teve de se benzer para o lançar. Ele entra nessa gestão que poderá ter de fazer?
Neste momento não temos condições para pensar em nenhum tipo de gestão. E, por outro lado, os dois jogos que nós já temos marcados – que são Braga e FC Porto e, depois, no meio, poderá vir eventualmente Sporting ou Vitória de Guimarães – são jogos que não dão muito espaço a pensar em rotatividade. Principalmente numa meia-final que poderá dar origem a que em vez de jogares a final, vás diretamente para casa. A situação do Aursnes e a situação de todos os outros, apesar de só ele estar nesta situação limite, é: vamos com tudo até onde der. Não temos condições para fazer muita rotatividade. Não temos condições. Não há jogadores suficientes, não há duplos ou réplicas, como queiram chamar, como António Silva/Tomás Araújo. Por exemplo, neste tipo de situação, o António ia jogar contra o Estoril... não temos condições para isso. Vamos como vamos, vamos até ao limite. Você depois não falou, mas quando nós jogarmos com o FC Porto na quarta-feira [dia 14], eventualmente, esse jogo pode ter mais 30 minutos, e depois, passados 2 dias, jogamos com o Rio Ave para o Campeonato. Se começarmos a olhar para as coisas nessa perspetiva, com todos os problemas que nós temos com jogadores ausentes, não temos condições. Tem de ser jogo a jogo. Fizeste-me a pergunta específica do Aursnes: amanhã [quarta-feira] joga a titular e, depois se houver jogo no sábado, logo se vê como é que ele reagiu a seguir ao jogo com o Braga.
"É um grupo que trabalha muito e bem, é um grupo solidário, as pessoas que trabalham à volta da equipa, dos jogadores, têm uma dedicação muito grande, e por todos eles é que eu, fundamentalmente, gostava muito de conseguir ganhar o troféu" O Benfica é, de longe, o clube que mais troféus da Taça da Liga conquistou. Isso aumenta a responsabilidade, em particular, na edição deste ano, para si e para esta equipa?
Não, não, de todo. Mas faça outra pergunta, que a minha resposta foi muito foleira. Se quiser, faça outra. Porque a minha resposta é não, não aumenta. Se me quiser fazer outra pergunta, para tentar que eu diga alguma coisa...
Normalmente, neste tipo de jogos, há rotatividade, por exemplo, na baliza. Não tendo o Samuel [Soares], não vai fazer essa rotatividade?
Não. Faça mais uma, que a resposta também foi não [sorrisos]. Faça mais uma, então.
Que importância tem estar em Leiria, sendo que pode haver aqui algum simbolismo para si? Disse que não vai estar muito atento a homenagens, mas há algo especial para si, tendo começado ali a carreira de treinador?
Não há, é igual. Jogar em Leiria ou jogar noutro sítio é igual. Faça a quarta... As perguntas são boas, só que as respostas são fáceis [sorrisos].
Quão importante será para José Mourinho, que ganhou tudo o que já ganhou, ganhar uma Taça da Liga, o seu primeiro troféu no Clube, poucos meses depois de ter regressado ao Benfica?
Para mim, pessoalmente, 26 ou 27 troféus... não vai mudar grande coisa, mas gostava muito, gostava muito que acontecesse. Para o Benfica, mais uma Taça da Liga, menos uma Taça da Liga, mais um troféu, menos um troféu no Museu, não vai mudar a história do Benfica. Agora, a alegria dos adeptos e um grupo que merece muito, é aquilo que, no fundo, cativa a que haja esta ambição de o conseguir. Eu olho para este grupo: é um grupo muito bom, de gente muito boa, de gente muito amiga, de miúdos que não criam um único problema. É um grupo que trabalha muito e bem, é um grupo solidário, as pessoas que trabalham à volta da equipa, dos jogadores, têm uma dedicação muito grande, e por todos eles é que eu, fundamentalmente, gostava muito de conseguir ganhar o troféu.














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